Só era preciso boa vontade

Fomos renovar o cartão do cidadão dela. Um dia que vai ficar marcado na memória dela e na minha. Está crescida a minha menina que já assinou o seu cartão. Não assinou com o nome todo, coisa que já faz, porque a funcionária não colaborou. Fico triste porque estas pessoas não precisam ser simpáticas, apenas profissionais coisa que a meu ver não aconteceu. Se aquela funcionária tivesse brio no seu trabalho teria colaborado para que esta criança tivesse o seu primeiro cartão com “assinatura completa” e isso seria o que ficaria na memória dela. Sei que ela um dia não se lembrará que a senhora estava rabugenta (palavras da minha filha) e que assinou o papel com ela a dizer para ela se despachar e que não valia a pena tentar o nome todo porque ia conseguir fazer dentro do tempo. Ela conseguiu na primeira vez, mas ficou fora da zona de leitura e faltava um a no final. Quando tentou a segunda vez a senhora nem a deixou tentar escrever o sobrenome. É só triste!

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O Resultado final

Não vos mostrei o resultado final de uma tarde bem passada entre mãe, filha e neta. A neta meteu as mãos na massa e ficou satisfeita em 5 minutos. Enquanto foi só ir adicionando os ingredientes ela estava toda satisfeita, mas quando chegou a vez dela de meter as mãos na massa a conversa foi outra. A sua desculpa para desistir ao final de 5 minutos foi que não tinha força suficiente para amassar, que o nível de força necessária seria um 7 mas ela só tinha 6…

Não importa, a memória está criada, o bichinho está lá e quem sabe um dia ela também irá passar pelo o mesmo com os seus filhos.

A bôla estava um espanto, confesso que cada vez que ia à cozinha tinha que comer mais um bocadinho. A Madalena que costuma ser uma esquisita nestas coisas de comidas novas (que neste caso não era nova, mas que nunca se sabe se ela está disposta a comer ou não) depois de comer o primeiro bocado ninguém a conseguia parar.

Páscoa, tempo de recomeçar, de renascer e de estar com aqueles que amamos.

Cada um de nós só tem que arranjar a melhor forma de o fazer!

É Páscoa e por isso…

Uma forma de não esquecermos que estamos na Páscoa é mantendo as nossas tradições.Hoje fizemos com a participação de 3 gerações de mulheres(avó, mãe e neta) bôla de carne à moda da aldeia colorida.Onde estaríamos certamente se não tivesse havido está pandemia.Estamos longe do nosso refúgio, mas só assim vamos conseguir proteger aqueles que por lá vivem.Amanhã cantaremos Aleluia tal como aprendemos na aldeia colorida, a única diferença é que será apenas cantado na nossa casa.A tradição é para manter e por isso mesmo só amanhã é que a vamos comer.

Haja criatividade

Já se passaram 29 dias ainda se arranja vontade e criatividade para fazer mais trabalhos manuais .

Como estamos na Páscoa ela fez uma cruz porque foi nela que Jesus deu a vida por nós.

Se não estivéssemos confinados aqui em casa talvez nunca nos passaria pela cabeça fazer este trabalho.

Aproveitei um pedaço de cartão que estava guardado para “quando fizer falta”, umas cápsulas da nespresso que a Madalena espalmou (sentando-se em cima delas, e que por sinal foi bastante divertido) e por fim uns restos de feltro que havia aqui por casa.

Não vos passa pela cabeça (na verdade nem a mim) a quantidade de tralhas que eu tenho para fazer “trabalhos manuais”. Acho que é daí que me veio a ideia do nome do blog.

Foi preciso vir uma pandemia para eu lhes dar utilidade.

Trabalhos manuais ao Kilo

Estes dias em casa obrigam-nos a arranjar estratégias para ocupar as crianças, como todos já sabem.

A escola dos meus filhos só mandou uma proposta de trabalhos a fazer na segunda semana de distanciamento social, o que fez com que eu fosse obrigada a arranjar coisas para ocupar a Madalena.

Se nos primeiros dias toda eu era ideias e vontade de “fazer coisas” ao fim de 28 dias a coisa já começa a ser complicada.

Não só para mim, mas também para a Madalena. Já tudo é um aborrecimento… Ela que adora pintar e fazer desenhos já nem quer saber das tarefas que a educadora mandou para esta semana.

Ela que adora dançar não quis saber de umas aulas em directo que lhe meti na tv… disse-me com o ar mais aborrecido do mundo: Eu já sei dançar, para que quero eu aulas.

Qual é a coisa que a deixa feliz (pelo menos por agora)?

O FROZEN!!!

Por ela estava o dia todo a ver o Frozen 2, e a cantar MUITO MAIS ALÉMMMMMM!!!

Já eu estou muito mais além… porque parece que perdi o cérebro num qualquer canto desta casa.

Se isto dura muito tempo ainda me vão a ver a mim também a cantar também aos gritos MUITO MAIS ALÉMMMMM!!!