Votar

Já fui #votar devidamente equipada.

Costumo dizer que o meu problema não está na política está nos políticos. E por isso mesmo hoje levei batom vermelho. Porque não podemos deixar que a cor do batom que usamos defina o que somos.


Todos devemos votar e cada vez o fazemos devemos recordar aqueles que não o podem fazer e todos os que lutaram para que nós homens e mulheres o pudéssemos fazer hoje sem medo.

Hoje a minha filha fez-me recordar uma história que se passou comigo creio que 1986 tinha eu 4 anos. Fui com os meus pais votar e recordo-me bem do ambiente, de todo o secretismo em torno de quem se escolhia para votar e como o dia de reflexão era respeitado não se falando partidos ou política.

Na hora de votar fiquei na porta da sala de voto enquanto a minha mãe cumpria o seu dever cívico. Quando ela saiu eu perguntei alto e bom som: oh mãe foste votar no Soares é fixe?

Coitada ela se tivesse um buraco tinha-se metido lá dentro. Não me recordo de qual foi a resposta dela mas esse momento está sempre na minha cabeça no dia das eleições.

Hoje quando chegava a casa depois de votar a minha filha pergunta com um ar muito feliz: e agora já me podes dizer em quem votaste?

#vermelhoembelem #euvou #devercumprido

Vamos

Vamos ter muito disto nos próximos tempos.

Vamos tentar fazer com que a rotina deles não seja afetada pelos os nossos medos.

Vamos ficar saturados de estar fechados em casa.

Vamos ficar agradecidos por podemos ficar em casa.

Vamos rezar todos os dias para agradecer aquilo que temos.

Vamos ser felizes com aquilo que Deus nos dá.

Vamos ficar em casa!

Stay f@#€ home.

Estamos confinados, não é novidade para ninguém.

Já andamos nesta história do Covid quase à um ano e eu por mais tempo que passe não consigo aceitar que não conseguimos travar o bicho.

É necessário fazermos algo.

Cada um na sua medida. Pedem-nos, neste momento que fiquemos em casa, que limitemos as nossas deslocações ao essencial. Os serviços de saúde estão a rebentar pelas costuras, daqui a pouco tempo estamos com as morgues cheias e as carrinhas funerárias vão começar a fazer filas para o cemitério como se viu em Itália.

Mas mesmo assim as pessoas não estão a colaborar, não estão a ter noção do nível de gravidade desta pandemia.

Não podemos culpar o governo por ter deixado as pessoas saírem durante o Natal, ou por não fecharem escolas agora.

Se fossemos todos responsáveis, se todos pensarmos muito bem antes de fazer as coisas não estávamos nesta situação. E não pairava uma nuvem negra sobre as nossas cabeças cada vez que deixamos os nossos filhos na escola.

Vivemos (felizmente) num país livre e não deveria ser preciso impedir as pessoas de andar na rua a passear (trelas sem cães) ou a fechar todos os cafés e afins porque se não dá para beber lá dentro eu fico na “esplanada”…. Eu não estou a fazer nada de mal, a lei permite (já dizia a outra).

Vamos voltar a unir-nos a pensar como uma nação valente, porque na verdade não somos imortais.

Let’s beat the bug and be free!

Vou poupar-me

Sempre que iniciamos um novo ano, pensamos sempre em resoluções para o ano que está a começar. Eu nunca fiz listas de coisas, e nunca pensei em 12 desejos para pedir quando dão as 12 badaladas da meia noite. Mas uma coisa eu já percebi que é algo que sempre desejo para mim e para os meus: felicidade.

Estamos a viver um tempo que não é fácil para ninguém. Mas uma coisa eu tenho a certeza, e vou continuar a ter por mais tempo que passe. Eu tenho que estar bem para poder cuidar daqueles que amo. Se não for assim eu apenas consigo sobreviver e o que eu quero é VIVER.


Decidi, já à alguns dias mas ainda não tinha tido oportunidade/vontade de vir aqui tornar isto oficial. Vou poupar-me!
Vou colocar dinheiro de parte para investir em mim e em coisas que eu gosto ou que me fazem sentir bem. Vou tirar tempo para investir em mim. Vou usar este exercício para me ir lembrando que tenho que me poupar.

Preparei um conjunto de papeis com números de 1 a 10 que vou dobrar e colocar dentro de um frasco e sempre que tiver um dia daqueles merdosos, até ao dia do meu aniversário que é em maio, tiro um papel. O número que estiver lá será o valor que eu tenho que colocar de parte para investir em mim. Como não tenho sempre dinheiro físico sempre comigo, porque com esta coisa do covid e confinamento os meus pagamentos são quase 99% das vezes feitos com cartão ou MBWay, tenho que arranjar uma forma de colocar o dinheiro separado. Por isso vou fazer outro pote onde coloco os papeis para depois saber qual o valor a usar.

Cada vez que tiver que ir tirar um papel vou-me lembrar que tenho que pensar em mim e poupar-me. Não sei se isto vai funcionar, mas daqui a um mês volto a fazer o balanço da coisa.

Façam coisas por vocês, tirem tempo para investirem em vocês. Quem é mãe e pai sabe bem como é difícil não colocar os filhos no primeiro plano. Eu ando a tentar não o fazer à 7 anos e não estou a conseguir, na verdade acho que vou conseguindo por frações de segundo e por isso é que me estou a propor a este desafio. Porque preciso poupar-me.

Mar

Mar

Aquele abraço que preciso para conttinuar, e este ano ainda não o fui ver.

Certamente não será este mês que isso vai acontecer. Estou desejosa que o covid dê tréguas para poder levar os meus filhos a passear onde g bem nos ser na veneta.

Lembro com muita saudade as nossas idas à praia. Há lá melhor parque de diversões do que a praia?

O sentimento de medo paira em minha volta. Cada dia que envio os meus filhos para a escola penso no quão grande é a possibilidade de eles apaharem o bicho e quais as consequências disso.

O cerco está a fechar e todos (ou quase todos) têm o conhecimento de alguém que já teve ou ainda tem covid. Senhor olha por nós

Here is were I clear my head, but because we are going to have a lockdown again I have to wait to see the sea again.