Apreciar

A vida é muitas vezes dura.

Batemos de frente com realidades que são muitas vezes piores que a nossa.

Mas também convivemos com pessoas que do nosso ponto de vista têm a vida mais fácil que a nossa.

Cada vez mais tenho a certeza que temos que viver cada dia e agradecer a Deus pelas suas bênçãos. Não devemos olhar para o outro e invejar/comparar aquilo que ele tem com o que nós temos.

Para mim ter uma vida boa é desfrutar de coisas pequenas como fazer bolinhos com a filha.

Rir com vontade do fato dela aproveitar a farinha para fazer desenhos. E ao mesmo tempo não deixar de pensar que ela um dia será, quem sabe, uma artista.

Ficar feliz porque ela apesar de não comer bolos insistir em levá-los para a escola para repartir com os amigos.

Sentir que estou a criar um bom ser humano quando ela faz questão e fica feliz por partilhar com os outros.

Dar graças e valorozar os pequenos detalhes, como por exemplo o fato de o Pedro já comer uma bolacha inteira pela mão dele. E ao mesmo tempo já ter a esperteza para a dividir com o cão quando já está farto de comida.

Pensar ao fim de um dia, que não teve nada de especial, que na verdade para mim para ser feliz bastaria que fossem todos assim.

Está bem podiam ser todos assim excepto a chuva que uma mãe tem sempre roupa para secar.

Ep 7 – As coisas que me incomodam: Meter gasolina

Image result for gasolinaSim deve incomodar a muita gente tal é o valor pornográfico que temos que pagar por litro. O que me incomoda é a dificuldade em acertar com um valor a pagar exacto! Acaba sempre por passar 1 ou 2 centimos.

 

Isto deixa-me irritada porquê?

Porque uma mãe com dois filhos não tem mais nada para ocupar a cabeça. 

Ep 6 – As coisas que me incomodam: As barbies e companhia.

Enquanto passeava pelo corredor dos brinquedos num hipermercado encontro estas duas Barbie. Se à primeira vista me pareciam Barbie normais quando lhes peguei, porque gostei da fatiota delas, reparo que estas bonecas não têm as medidas padrão que as Barbies costumam ter.

                

Naquele momento pensei finalmente alguém na Mattel pensou em criar bonecas com outros tipos de corpo. Sempre achei que a Barbie teria dificuldades em se manter de pé e que era super aborrecido as bonecas terem todas o mesmo corpo. Este tipo de brinquedos grava no nosso subconsciente que todos devemos ser iguais e fazer parte de um padrão de peso/altura. Desde pequenas as meninas, enquanto brincam com estas bonecas ao faz de conta, criam o seu futuro eu com base nesta imagem da mulher. Magra, com mamas grandes e bem feitinhas, cintura fina, cabelo penteados perfeitos… Mas a realidade não é essa, nem nunca será! Fui investigar e esta colecção da Barbie Fashionistas tem 7 tipos de corpo e 11 tons de pele diferentes.

Muitos parabéns Mattel as bonecas são lindas, mais ainda porque retratam bem a realidade.

Coisas para fazer antes que eles cresçam

Segurá-los no colo durante uma hora inteira, enquanto ele dorme em seus braços (não te esqueças que dentro de pouco tempo já o seu corpo já não vai caber todo nos teus braços).

Sentir a mão minúscula deles a agarrar o teu mindinho, e pensar que eles já têm muita força.

Cheirar cabelo deles e guardar para sempre na memória aquele aroma.

Fazer caretas só para o fazer rir e entender que a felicidade está ali naquele ser pequenino.

Deixá-lo dormir na tua cama só porque sim.

Passar uma tarde inteira a apanhar conchas na praia.

Marcar as sua altura a cada ano que passa.

Inventar a história antes de ir dormir, mesmo que isso signifique que não faça sentido nenhum.

A mãe sabe tudo e vê tudo, aproveitar este dom enquanto eles não duvidam dessa verdade universal.

Brincar às escondidas e fingir que não os estão a ver mesmo que eles tenham metade do corpo de fora do esconderijo ou apenas estejam tapados pelo cortinado.

Brincar ao faz de conta: beber chá imaginário, comer a comida do restaurante que eles acabaram de abrir ou brincar de super-herói com direito a correrias pela casa de capa e tudo.

Fazer e decorar um bolo de aniversário (mesmo que ele não fique um espanto eles dirão que é o bolo mais lindo do mundo).

Abraçá-lo com todas as tuas forças quando o fores buscar à escola. Aproveitando enquanto eles não têm vergonha em serem vistos abraçados à mãe.

Dizer-lhes amo-te todos os dias! Para que nunca, nem por um segundo, eles deixem de acreditar que tu vais estar lá sempre que eles precisarem.

O tempo voa e por isso temos que fazer um esforço para criarmos nos nossos filhos boas recordações.

Ep 3 – As coisas que me incomodam: barreiras arquitectónicas

Voltar a ter um bebé é muito bom e trás-me uma grande quantidade de boas memórias, mas também me relembra como ficava chateada com a dificuldade em andar a conduzir um carinho de bebé.

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Só nos damos conta da dificuldade que é andar a empurrar um carrinho sem ter que dizer meia dúzia de palavrões (nem que seja só mentalmente) quando o temos que fazer. Desengane-se quem pensar que é fácil porque aquilo tem umas rodas todas catitas… Não é só ao andar pelas ruas de paralelos cheia de buracos que é difícil andar a conduzir e que estamos numa versão contemporânea dos jogos sem fronteiras. Reparem que não sou só eu que me queixo já a Pipoca falou neste flagelo um dia destes. Nada disso em todo o lado temos obstáculos: nos centros comerciais o espaço entre lugares de estacionamento é minúsculo e temos que fazer quilómetros para conseguir chegar à entrada; os elevadores existentes nos mesmos são poucos e muitas vezes estão cheios com pessoas que podiam perfeitamente ir pelas escadas rolantes (eu sei que estou a julgar sem saber, mas é o pensamento que me ocorre quando vem o elevador pela terceira vez cheio de pessoas ditas “normais”); os restaurantes têm pouco espaço entre mesas e o carrinho tem que ficar num sítio onde se arrisca a levar com a travessa da carne em cima; os passeios não estão rebaixados e temos que andar a fazer cavalinhos com o carrinho e rezar para que aquilo não se vire… Já não vamos falar das pessoas que estacionam em cima dos passeios e que nos obrigam a ir para a estrada com o carrinho (e no meu caso com outra criança pela mão) correndo o risco de sermos atropelados… um sem número de coisas que cada vez que se esbarram no meu caminho me dão vontade de praguejar… Não o faço em voz alta, mas vou sempre a resmungar…

Mas vamos lá ver as coisa pelo lado positivo com todas estes obstáculos sempre faço um bocado de exercício enquanto passeio o meu filho. Ou seja isto é uma estratégia para as mães voltarem à sua forma pré-gravidez. Só que não!