A escola formata-os, isso será bom?

Hoje foi o marido a ir buscar a Madalena. Ela vinha descontente porque gosta tanto da escola nova (escola grande como ela diz) que queria ficar a brincar mais. Fizeram-lhe queixinhas que ela se porta mal.
–  Porta mal? Como assim?
– Ela está sempre a cantar, não pára sossegada e não dorme…
Ponho-me a pensar ela não dormiu, qual é o problema? Há dias em que eu também não consigo adormecer à noite. Será que me estou a portar  mal?
É irrequieta? Pois é! As  crianças que saem do molde “normal” são irrequietas ou até mesmo mal comportadas. Não são simplesmente pessoas em tamanho XS que já estão fartas de estar fechadas dentro de 4 paredes juntamente com mais 24 e têmvontades próprias.
Porque será que as nossas escolas e os profissionais que nelas trabalham só estão preparados para o Standard? Se os meninos forem fora do padrão do rebanho são logo um grande problema.
Eu vou relevar as queixas e dou-me por muito contente que a minha filha se porta mal e está sempre a cantar.
Para mim, simplesmente significa que ela é uma criança feliz!

Depois da tempestade a bonança

Ontem foi um dia em que tive momentos maus. Quando fiz a revisão do dia, a maldita insónia ajudou a pensar, vi que também tive coisas muito boas. Os meus pais vieram almoçar a minha casa, sem ser necessário lutas ou insistências. Comprei um vestido lindo para a Madalena levar ao casamento dos tios. Não estava nos planos mas ela gostou tanto dele estava tão feliz que nem pensei 2x. Cá em casa todos aprovaram a compra e não houve questões quanto ao dinheiro a mais que ae gastou.

Hoje de manhã falei com  a Madalena, eu e ela fizemos um acordo e ela vai-me ajudar nesta coisa de ser melhor mãe. Prometeu ajudar-me portando-se melhore eu prometi não me zangar tanto. E  hoje assim foi nada de gritos ou palmadas ou ameaças de castigo. Claro que teve os seus momentos de reguilice mas não me zanguei até porque adoro ouvir as suas gargalhadas.

Eu hoje sinto-me melhor, mais em paz comigo e com o fato de não ser a  super-mulher que quer controlar tudo.

Festas de aniversário

Eis que chega o dia em que a M. é convidada para uma festa de aniversário. É claro que eu fiquei toda contente porque se trata do aniversário de uma das meninas com quem ela se dá melhor. 
De seguida fui assaltada pelas dúvidas. Será que não é cedo demais? E eu também tenho que ir? E o presente? Não posso falhar na entrada oficial na vida social da minha filha… eh eh eh
Estas crianças de hoje andam com a vida cheia de acontecimentos e parece-me que eu ainda não tenho bem a noção do que vem aí

Ando a falhar

Bem sei que devia publicar mais e partilhar mais da minha experiência de mãe mas a minha vida tem andado uma confusão. 
Prometo que vou esforçar-me mais.

Vida de mãe – Viva a fase sem fraldas

A M. já deixou de usar fraldas. Toda a gente pensa: Ah que bom agora é tudo mais fácil!

Enganam-se meus meninos! Ontem fui ao centro comercial e tive que ir 3 vezes ao wc, todas elas em ritmo de corrida, porque ela gritava: “mãe estou aflitinha tenho que fazer cocó!” Na última já estava a fazer o pagamento de uma compra e a senhora da caixa foi muito amável e despachou a coisa muito rápido. Até o multibanco colaborou para que a coisa fosse rápida. Na terceira vez lá fez cocó. Grande festa que fizemos as duas. Era enorme!!! Nunca pensei que a minha filha pudesse fazer tal monstro para terem ideia a sanita encheu de água quando puxamos o autoclismo. Na verdade acho que aquilo ficou um bocadinho entupido. Ups!!!!
Lá vamos nós felizes ás compras mais uma vez até que ela diz: ” mãe acho que preciso de ir à casa de banho outra vez.” Pois precisava, já tinha um “bolo” nas cuecas. Fui com ela até ao estacionamento e como tinha uma muda de roupa no carro não stressei muito. Como era pouco o estrago foi simples limpar, nada que uma mãe prevenida não trate com toda a naturalidade (aviso a todas as futuras mamas tenham no carro: toalhetes, sacos de plástico pequenos, fraldas e uma muda de roupa extra). Como não tinha colocado no saco de emergência umas cuecas extra só tinha fraldas, lá a convenci a meter uma fralda. 
Lá fomos nós felizes ás compras novamente. Estou a entrar no hipermercado e reparo que ela está a fazer um andar muito estranho, típico de quem tem um “bolo” na fralda. Eh pá não vou voltar ao estacionamento eu vinha comprar ovos e natas. Vais ficar assim! digo-lhe com um ar desgraçado ao que ela me diz: “oh mãe não pode ser eu cheiro a batatas podres”. 
Moral da história andei no hipermercado com ela a deitar um belo aroma a batatas podres. E como sou louca ainda a meti no carro com aquele presente fantástico. Atenção levei 5 min a chegar a casa, mas ia morrendo com o pivete. 
Mãe sofre!!! 
Os filhos crescem e o trabalho que temos com eles também! Mas é tão bom ver que ela já está a deixar de ser bebé. (digo isto com uma lagrimita no canto do olho).