Duas mãos cheias

A minha menina faz hoje 10 anos, duas mãos cheias…

Eu tenho o coração a explodir de felicidade por Deus me ter dado esta benção que é ser mãe.

Essa missão tão difícil que quase nunca se explica, sente-se!

A minha menina faz 10 anos, e eu tenho os olhos rasos de água porque quando olho para ela vejo ao mesmo tempo o meu bebé pequenino e chorão e a menina-mulher que tanto me ensinou (e ensina).

Voa minha filha, mas lembra-te sempre que eu estou aqui para te dar colo sempre que quiseres e precisares. Porque colo de mãe nunca é demais!

Vou tentar voltar

Muito tempo se passou desde que escrevi o último post aqui no estáminé.

MAS ESTOU DE VOLTA!

Estou decidida a voltar a estas coisas de deitar umas letras/palavras cá para fora. Pode ser que me ajude a lidar com a árdua tarefa que é ser mãe de duas crianças que são apenas duas crianças, com tudo o que isso tem de melhor e pior. Pode ser que partilhando a insanidade mental em que me encontro no que se refere a ser mãe consiga passar a sentir-me melhor.

Vou também voltar aos meus desafios diários de fotografar e partilhar algo tendo por base o “meu desafio” fotográfico traphoto… sintam-se desafiados a tentarem também.

E lembrem-se: o amor é o motor que move a vida.

Eu nunca…

  1. Comi os doces do meu filho.
  2. Comi restos de comida do meu filho.
  3. Também fiz birra com o meu filho.
  4. Cheirei a fralda do meu filho.
  5. Fiz algo que disse ao meu filho que não podia fazer.
  6. Saltei páginas de um livro para acabar a história mais rápido.
  7. Continuei a ver desenhos animados sem o meu filho estar.
  8. Lambi o dedo para depois limpar a cara do meu filho.
  9. Adormeci primeiro que o meu filho.
  10. Disse: “acabou-se vamos embora para casa!”
  11. Disse não e depois e uma hora depois disse sim.
  12. Me diverti mais que o meu filho numa atividade de crianças.

Nesta lista, só tenho dúvidas da número 6.
E tu quantas te faltam?

8 anos de amor

24horas que me pareceram muito mais.

Festa com os amigos da escola.

Jantar surpresa com os padrinhos e avós.

Ida ao cinema com direito a pipocas.

Visita às casa do Pai Natal.

O que mais houve nestes dia(s) foram os sorrisos.

Ainda consigo ouvir as gargalhadas das crianças que estavam na festa, os risos dos meninos que tal como a Madalena e o Pedro adoraram o filme e o ar deliciado dos pequenos ao verem o pai Natal.

Mais uma vez tenho a certeza que vivo segundo a melhor regra de todas : o amor é o motor que move a vida.

Num sopro

O ano está a chegar ao fim.

As luzes e decorações de Natal estão a lembrar-me disso onde quer que eu vá.

Se por um lado eu quero chegar ao Natal e ao final do ano e festejar em família, por outro dou por mim a pensar mas como é possível que o ano de 2021 esteja a chegar ao fim?

Não sou de fazer balanços ou até mesmo promessas/projetos para o ano que está a chegar.
Está mais que provado, que no meu caso é perder tempo e deitar palavras ao vento.

Cada vez estou mais convencida que é o certo, pelo menos para mim, que mais vale viver o dia a dia, que mais vale saborear o momento e viajar consoante o vento.

Se o vento mudar de direção, em vez de lutar eu ajusto as velas e aproveito o vento para seguir viagem, com outro rumo é certo, mas o destino será sempre a felicidade.

Eu não tenho projetos, tenho sonhos…

Alguns dos sonhos que tinha “na minha lista” já foram cumpridos mas há sempre outros a surgir e muitos outros que, ainda, não foram realizados.

Há uma coisa que nunca me esqueço mesmo que os dias passem a correr, é de louvar e agradecer… Nada seria possível sem ele o AMOR…

O AMOR será sempre aquilo que me move e com toda a intensidade que eu sou.

Para o bom e para o mau…