Primos: os irmãos que nunca tive

Sou filha única. Mas tenho um MONTÃO de primos. Uns estão muito próximos, outros nem por isso, mas uma coisa é certa quando nos juntamos é uma animação.

Sou filha única, mas nunca me senti como tal. Uma coisa que sempre desejei foi ter mais do que um filho. Esta vontade nunca foi pensando em mim e em como me ia sentir ao ser mãe de mais do que um, mas tendo em consideração o que ter irmãos significa.

Quando a Madalena nasceu, não sei precisar quanto tempo tinha passado mas ainda estava no bloco de partos, o Mário disse em tom de brincadeira que já tínhamos uma menina podiamos começar a pensar em arranjar um menino. Na altura não fiquei com vontade de o matar nem nada que se pareça. Seria de esperar que a minha reação não fosse a melhor tendo em conta o que tinha passado nas horas anteriores, para ter aquele tesouro alí ao nosso lado. Na verdade sempre achei uma boa ideia ter mais filhos. Continuo a achar que podíamos pensar em mais, já o Mário não está para aí virado. Não sei bem porquê mas vejo-me com um MONTE de filhos à minha volta, inundada de amor e beijos babados. Acredito que seria muito feliz se dedicasse o meu tempo só a cuidar deles. Infelizmente, ou não, temos que ter uma profissão além de seremos mães. A vida tem o seu custo e o meu ordenado faz falta para as despesas da casa. Se o meu marido ganhasse um ordenado muito alto, assim como o do CR7, eu nem pensava 2 vezes e mandava a ciência às urtigas.

Fico deliciada ao ver a relação que a minha filha tem com os primos. Ela adora estar com eles, e pede muitas vezes para ir brincar com os primos. Os primos dela são já uma segunda geração de primos, são filhos dos meus primos, mas nem se nota que o parentesco já é afastado. São na sua maioria rapazes, mas ela não se acanha quando está com eles e brinca com o que eles eles brincarem e de igual para igual. Ao vê-la com os primos imagino-a a brincar com o irmão.

Cada dia que passa tenho mais a certeza que o melhor presente que eu e o pai lhe podermos dar é o amor de um irmão.

Amor eterno, único e indestrutível.

Assim o espero!

Olha a barriguinha

Um dia destes a minha prima perguntou-me se eu já tinha feito uma sessão de fotográfica de grávida, e isso fez acender aqui uma luz.

Se na primeira gravidez tirei fotos (na verdade tirou o Mário) em vários momentos da gravidez e hoje conseguímos recordar todo o percurso do crescimento da barriga. Desta vez não tenho 1 foto decente do processo. Sempre ouvi dizer que no primeiro filho fazemos tudo, fotos, albuns, videos e mais não sei quantas coisas. Já do segundo nem por isso. Confirma-se o mito, desta vez começou o desleixo logo na gravidez.

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A verdade é que se eu tivesse metade do glamour que têm estas princesas não pensava duas vezes em tirar fotos. Já eu ou estou com uma roupa esquisita e que me faz parecer uma lontra, ou o cabelo está um terror ou tenho a cara cheia de manchas e borbulhas.

Não há photoshop que me salve!

O pai pegou-lhe a febre do futebol

Percebes que a tua filha está a ficar fã de futebol como o pai quando vais às compras e ela pede para comprar uma bola de futebol.

Vermelha do benfica.

Até aqui tudo normal não estranhei, porque eu também sempre gostei de jogar à bola, mesmo tendo zero habilidade.

Percebes como a influência do pai é grande quando ela vai dormir e quer ficar abraçada com a bola, ou quando está a dar a bola e ela grita que nem uma louca quando o Cristiano Ronaldo marca golos à Espanha.

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Estou perdida, qualquer dia são 3 cá em casa a gritar golo e vibrar com os jogos de futebol. 

Almofadas, venham almofadas…

Sempre gostei  de dormir com muitas almofadas. Vá na verdade quando digo muitas quero dizer pelo menos 2.

Mas agora nesta fase final da gravidez e em que me é impossível dormir como o comum dos mortais preciso cada vez mais de mais almofadas. Estou desejosa que a criança saía cá para fora só para poder voltar a dormir de barriga para baixo… que isto de estar limitada a dormir de lado não está com nada. Dormir de barriga para cima além de “fazer mal ao bebé” é proíbitivo porque fico com falta de ar e até um pouco mal disposta.

Isto vai a um nível tal que preciso de uma só para apoiar a barriga…

Todos os dias penso: “realmente ao que uma pessoa chega… O seu corpo muda tanto e a barriga toma tal dominancia do nosso dia a dia que depois de noite precisa de descansar na sua própria almofada.”

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A minha barriga tomou conta da minha vida ao ponto de eu ter que lhe ceder uma almofadinha para ela descansar de noite!

O que é bastante interessante é a maioria das pessoas dizer quando me vê com este barrigon ser: “aproveita para dormir agora que depois com o bebé pequeno não vai ser fácil.” Como se isto de dormir quando se está grávida e o nosso perímetro abdominal ter aumentado de tal forma que já não conseguímos ver os pés fosse fácil.

 

Pronto era isto!

 

 

Mãe de dois

Obrigada por me escolheres para carregar novamente o amor dentro do ventre.

Amor que cresce a cada dia e que inunda a minha vida.

Que eu saiba estar à altura desse dom que é ser mãe.

Quando era miúda e fazia planos de como seria a minha vida de adulta nunca me inaginei Mãe com dois filhos, mas a cada dia que passa eu sei que a minha vida não poderia ter de outra forma.