Ser mãe…

Cada vez mais tenho a noção que ser é uma tarefa muito complicada. Cada uma de nós terá as suas batalhas e montanhas para escalar. Acredito que as mães são feitas com a medida exacta de cada filho. São o encaixe perfeito. A chave certa que abre a fechadura. O mesmo se passa com os filhos, eles são exatamente aquilo que os pais precisam e conseguem “carregar”. Nos ombros e no coração. O coração, esse transborda com tanto amor. Pelo menos é assim que me sinto e sou mãe só de uma.

É nos momentos mais difíceis que esse amor que transborda e nos ampara a nós mães que desesperamos perante birras e ataques de fúria. Há com certeza, em cada uma de nós, nem que seja por um milésimo de segundo, um momento em que estamos prestes a dizer que se lixe não estou para isto, ou estou-me a passar vou te bater tanto que nem te passa pela cabeça, ou porque é que eu me fui meter nisto de ser mãe… Cada uma de nós terá a sua frase de raiva, desespero ou de revolta. Mas aí somos inundadas daquele amor que transborda do coração e cada uma escolhe a melhor opção para o momento, que será diferente para cada uma de nós.

Ser mãe é sem dúvida o melhor teste à paciência que o ser humano pode ter.

Maré de azar

Quando me levantei pensei que hoje seria um dia normal como tantos outros. A Madalena a pastelar em frente do copo do leite. Eu a repetir 50 vezes: ” bebe o leite.”

Fomos para a escola dela ficou sem rodeios e sem meias palavras. Chego ao carro ligo para a minha mãe, meto em alta voz e sigo para o trabalho. Quando estou a sair do carro ainda a falar com ela ao telemóvel, com a mochila, mala e lancheira e as chaves na mão eis que fecho a porta do carro mas não sei como deixo lá ficar o dedo mindinho da mão esquerda.

F@$$% QUE DOR DO DEMO!

A dor foi tão forte que acabei por ter que me sentar num banco de jardim porque me estava a sentir mal. Quando dei por mim estava a ouvir a minha mãe a chamar-me muito baixinho. Ela não estava a falar baixinho eu é que tinha desmaiado.

Lá me recompuz e fui trabalhar. Agora tenho uma unha e um dedo que me doem horrores.

O dia a partir de agora só podia melhorar. O trabalho não foi nada de especial. Jantar em família com direito a brincadeira e leitura de livro ao deitar.

O melhor de tudo é que a minha filha hoje está super melosa e só que quer dar beijinhos.

O dia não podia ter acabado melhor.

A melhor coisa que me aconteceu na vida foi, sem sombra de dúvidas, ser mãe.

Estamos de molho em casa

A febre continua. Vamos controlando com Benuron. Ela está enrolada no sofá a ver desenhos animados. Esta não é a minha filha, a que anda sempre a cantar e a dançar. Estar quieta não é com ela.

Ser mãe e trabalhar fora de casa é ter o coração nas mãos nestes dias. Vou ter mesmo que ir trabalhar de tarde e o pai tem que faltar ao trabalho para cumprir o segundo turno de mimos e desenhos animados.

São nestes dias que até sentimos falta das traquinices e das dores de cabeça que nos fazem.

Quando eles ficam doentes…

Nós, as mães, ficamos também. A experiência de mãe, ou até mesmo o instinto de mãe, alerta-nos quando algo não está bem com os nossos rebentos. Hoje nada fazia prever o que aí vinha. Ela veio muito feliz da escola e quando chegou a casa foi brincar como faz normalmente. Quando chegou à hora de ir jantar recusou comer, estava chorosa e queixava-se de dores de barriga. Ela já nem sabia o que tinha,estava apática e chegou mesmo a deitar a cabeça na mesa. Apercebi-me mesmo antes de ir buscar o termometro que estava aí a febre. Consegui convence-la a comer carne e batatas fritas de pacote.

Não é normal ela estar tão quieta e recusar comida e lá acendeu uma luz de emergencia. O marido estava a pensar que era treta e quis ver se ela acabava por brincar. Eu no fundo do meu coração sabia que algo não estava bem, a Madalena é uma criança feliz e cheia de energia e ela estava muito triste com direito a beicinho e lágrima no canto do olho.

Tinha febre baixa mas, dei Benuron na mesma. Depois de o medicamento fazer efeito bebeu o leite e adormeceu.

E agora amanhã?

Amanhã, é um novo dia!

Primeira festa de aniversário

Hoje fomos à primeira festa de aniversário de um amigo da Madalena. Ela e o aniversariante têm um mês de diferença e conhecem-se desde nascença. O que me leva agora a pensar tenho que começar a fazer as coisas para o aniversário dela. Ela já escolheu o tema e tudo – Mínions.

Para mim foi uma novidade e estava um bocado nervosa porque não sei como me mover neste mundo que é a vida social dos pais. Nao sei se há um codigo a seguir. Não sabia se era suposto ir eu e o meu marido ou se bastava ir eu ou ate mesmo se a deviamos deixar sozinha, mas como estar em família é muito importante para nós fomos os 3. Não houve muita conversa entre pais, mas houve MUITA diversão ente crianças. A Madalena que é uma menina muito social ficou encantada com tantos meninos juntos. Foi um bocado desconfiada para os brinquedos, mas lá acabou por relaxar e divertiu-se MUITO.

Não se aventurou em coisas que envolvessem subir em altura. Não sai à mãe que era uma trepadora profissional de árvores. Pode ser que com o tempo ela ganhe confiança e arrisque mais.

Estava tão feliz e eu com o coração cheio. O mais complicado foi convencê-la que tínhamos que vir para casa e que a festa tinha acabado.

Ser criança é tão bom… e é tão simples fazê- los felizes.

Só mais uma pequena nota devia haver também trampolins e insufláveis para os pais.