Roubei-lhe o champô

Esta semana enquanto estava a tomar banho apercebi -me que já não tinha champô. Entre usar o champô dele e o dela, é óbvio que optei pelo dela.

Pareceu-me uma boa ideia enquanto lavava o cabelo, o cheiro transportou-me imediatamente à minha meninice. Cheguei mesmo a pensar porque raio deixei eu de usar isto?

Este pensamento durou até ter que secar e pentear-me… fiquei com uma real juba de leão.

Uma semana depois voltei a usar o meu champô e percebi que o melhor é mesmo deixar o champô dela em paz pelo menos enquanto o meu durar…

A hora de dizer adeus às fraldas

Há muito tempo que a Madalena não usa fraldas. Era algo que eu gostaria de dizer, mas ainda temos que as usar os dormir e para fazer cocó. Se a primeira situação não me faz qualquer confusão a segunda já me está a deixar algo preocupada. O que se passa é o seguinte, a minha princesa só aceita fazer cocó se for na fralda. Não posso negar-lhe a fralda porque ela prefere não fazer do que ir ao bacio ou à sanita. Chega a ficar mais 24h sem fazer se eu lhe negar a fralda. Na escola não faz, e nem se atreve a pedir a fralda. Já fiz promessas de prendas e o diabo a sete, mas não. Nada funcionou.

Agora parece-me que estamos a começar a entrar no caminho certo já tivemos umas 3 vezes cocó na sanita mesmo que isso tenha implicado depois fazer o resto na fralda ou nas cuecas. Hoje tivemos mais uma vitória, um valente cocó na sanita enquanto líamos a história do Pooh.

Truque? Não sei… simplesmente deixei de me stressar com isso, quando for será.

Menina da cidade vai ao Campo

Este fim de semana fomos celebrar o aniversário do avô José. Para a Madalena é sempre uma animação quando vai a casa dos avós, e isso envolver ida às galinhas e passeio pela horta melhor ainda.

 

Ela é feliz e eu? Eu sou mais feliz ainda!

Aumentar o ego e a auto-estima

Estou numa fase da vida em que cada vez dou me dou mais valor. Faço por promover o meu bem estar. Se não for eu a fazê-lo quem o fará? Pequenas coisas fazem uma grande diferença, pelo menos para mim, basta-me ir arranjar as unhas, colocar pestanas ou até comprar uns brincos novos no chinês e fico logo mais vaidosa e com o ego no máximo.

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Hoje foi o dia em que eu pensei que se lixe eu também mereço um bocadinho de mimo. Unhas pintadas (de forma duradoura, pois são de gel) e um batom nos lábios e sinto-me uma mulher nova. Quase que me fez esquecer que gastei uma pipa de massa no mecânico com o carro.

 

 

 

 

Tia Maria das Galinhas

Hoje era o dia do teu aniversário.

Fazias 96 anos!

A minha avó Ofélia era uma mulher cheia de força. Criou os seus filhos e os do seu marido (frutos do primeiro casamento) da melhor forma que soube. Ela foi o homem e a mulher da casa depois do meu avô ter tido um acidente com o carro de bois e ter perdido uma perna, foi ela que meteu o pão na mesa. Vendia fruta e legumes na praça de Peniche e muitas pessoas conheciam-na por tia Maria das Galinhas… alguns dos filhos tratavam-na carinhosamente dessa maneira também. A verdade é que ela adorava andar de volta das Galinhas a dar-lhes comer e água e a recolher os ovos que elas punham. Criava-as desde o ovo, ou comprava já os pintos com alguns dias, a finalidade delas depois de bem gordinhas era sempre a panela.

Eu sempre me deliciei com as idas à casa dela e com a possibilidade de andar no meio dos bichos. Ela tinha tanto cuidado com os seus pintos que eles até tinham uma lâmpada que os aquecia de noite. Trabalho não lhe faltava.

Ela era MESTRE na arte de fazer renda de bilros e será sempre assim como está na foto que eu me recordei dela. Sentada no sofá em frente à TV a fazer renda com a sua gata sentada no colo e apanhar o solinho da rua através do vidro da porta. Era sempre aqui que a encontrávamos quando lá chegávamos para a visitar. Na verdade cada vez que lá vou e passo pela porta da casa dela olho para o vidro com a esperança de ver novamente a sua figura sentada ainda a fazer renda, mas não, a almofada está lá no mesmo sítio mas o barulho dos bilros a bater uns nos outros já só eu é que ouço na minha cabeça.

Avó velhinha, com a Madalena lhe chamava, agora que és uma estrela no céu olha por nós.

Bem sei que muitas vezes deves estar a rir-te de nós e pensar como dizias muitas vezes: “olha eu tenho um ouvido para ouvir e outro para deixar ir”.

Talvez seja esse o segredo da longevidade.