
Parabéns FCT é bom fazer parte da tua história.
Tu és parte da minha e graças a ti hoje sou muito feliz.
FCTense de gema!

Parabéns FCT é bom fazer parte da tua história.
Tu és parte da minha e graças a ti hoje sou muito feliz.
FCTense de gema!

As mães têm o super poder de curar tudo com beijinhos, mas a mãe aqui ainda não conseguiu curar gripes.
Fico com o coração apertadinho quando ela está doente e só tenho vontade de a meter no colo como fazia quanto ela tinha apenas meses e envolê-la nos meus braços. Hoje ela ainda cabe no meu abraço, e sempre caberá, mas, já não fica toda protegida por ele. A vida é assim, os filhos crescem e deixam de caber no ninho e têm que lidar com as coisas boas e menos boas sem os beijinhos da mãe que curam tudo. Mas dê o Mundo as voltas que der, tu Madalena terás sempre os braços da mãe para te envolverem na medida que mais precisares e beijinhos para te curarem.
Os homens são eternos garotos, vai ser sempre assim. A idade não lhes passa pelo espírito. E o de cá de casa não é excepção. Tudo é motivo e desculpa para fazer una graçola.
Boa disposição é sempre uma coisa boa, e graças a ele temos sempre muita disponível. O problema é quando se trata de educar a Madalena, ele é o primeiro a rir-se com as tolices dela. Está sempre a aprontar uma nova. Hoje o jantar tinha esparguete e não é que o menino se lembrou de encher a boca e deixar metade do esparguete do lado de fora. Levanta os olhos do prato e vai de mostrar à filha o lindo serviço. Arrependeu-se numa fração de segundos mas, mesmo assim foi o tempo suficiente para eu lhe fazer cara de má.
Ora eu ando sempre a dizer que não se brinca com comida e o pai faz uma coisa destas! Não me zanguei e ainda acabei por me rir da situação e comentei com ele que ainda está para chegar o dia que ele vai crescer.

És uma eterna criança sempre disposto a brincar e a fazer piadas sem graça nenhuma, e na verdade também é por isso que eu te amo.

Hoje ao ler um post do Blog Eu, ele, a maria e o miguel reparei que me encontro na mesma situação. Relata o que aconteceu na escola do Miguel e que por coincidência aconteceu na da Madalena. Os pais foram impedidos de entrar até às salas dos meninos. Não foi de surpresa, como no caso deles, pois fomos avisados em reunião de pais mas nunca pensei que a medida fosse tão restritiva. Na segunda-feira após a reunião apareceram sinais de passagem proibida por todo o lado. Arranjaram uns walkie talkies, um conjunto para cada sala e quando chego para a ir buscar a senhora da recepção/secretaria chama-a pelo walkie talkie marcado com a cor da sala dela. Isto faz com que naquele wall de entrada os pais fiquem todos concentrados, em alguns dias gera-se até ali uma confusão de gente. Esta medida foi colocada, segundo eles, para segurança das crianças e para impedir a permanência prolongada dos pais nas instalações da escola. Ora se o primeiro argumento me convence, o segundo nem por isso!
Eu faço questão de estar envolvida em todas as coisas que dizem respeito à vida da minha filha, como é óbvio. Por exemplo, eu percebi que ela começou a usar a tesoura, porque vi exposto na zona da secretaria um trabalho dela. Já se tinham passados muitos dias desde que ela tinha passado a usar a tesoura e eu não soube. Não pudemos como família festejar essa ocasião. Não estava à espera que me viessem dizer todos os dias o que ela fez, mas ao estar mais próximo do local onde ela passa a maior parte do seu dia vendo os trabalhos expostos na sala, iria conseguir aperceber-me mais rápido destas conquistas.
Sinto-me excluída da educação da minha filha e sinto que ela é refém do que se passa dentro daquelas paredes. Ela ainda não fez birras como o Miguel, mas cada vez fala menos do que se passa na sala de aula e eu como não vi e não sei o que fizeram não posso incentivar a conversa. Sinto que com isto me roubaram parte do dia. Já era um ritual nosso irmos a conversar sobre o que ela tinha feito na escola nesse dia enquanto íamos para casa e agora ela só me responde brinquei. Eu sei que ela fez mais coisas, mas como não sei especificamente o que foi não posso ajudá-la a destravar a conversa.

Acredito que esta escola é boa, que os valores com que se rege são os melhores e que no que respeita à minha filha, fazem o melhor. Eu sei que ela está bem mas acho vital o acompanhamento da minha parte no que se passa no dia a dia dela . Talvez esteja a ser egoísta mas eu sinto falta de estar com ela, e como já passo o dia todo longe a visita à sala fazia-me sentir mais próxima do que ela faz quando eu não estou. É como se tapasse aquele buraco que fica quando a deixo de manhã sentada nas almofadas a ver os desenhos animados até chegar a hora de entrar para a sala dela.