Todas as crianças têm o direito de crescer numa família

Hoje é dia nacional do pijama, mas mais importante que o dia nacional do pijama hoje é que hoje e também o dia da Convenção Internacional dos Direitos da Criança. Foi no dia 20 de Novembro de 1959 que se proclamou em todo o Mundo a Declaração dos Direitos das Crianças, mas só em 1989 é que se adoptou a Convenção sobre os Direitos da Criança. Este dia foi criado para reforçar e divulgar os direitos das crianças de todo o mundo.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Hoje a minha menina foi toda feliz com o seu pijama mas ia mais feliz com a sua casinha com dinheiro para ajudar os meninos que não têm. Dizia-me enquanto subia a escadas da escola: “oh mãe nós temos que dar o nosso dinheiro todo para os meninos. Este que está aqui dentro não chega!” Claro que tive que lhe dizer que os outros meninos também iam levar a sua casinha com dinheiro dentro para dar aos meninos que não têm. Ficou um bocadinho triste porque quando chegou à sala onde são recebido de manhã os outros meninos que lá estavam não tinham casinhas para ajudar os meninos. Tem um coração tão bom esta minha filha.

Este ano não comprei, ainda, o livro que os Mundos de Vida lançaram este ano. Além de livros existem outras coisas que podem comprar na Loja dos Abraços vão lá e ajudem porque “HÁ ABRAÇOS QUE TRANSFORMAM UMA VIDA”.

loja dos abraços

O tempo

A propósito dos 40 anos da FCT, local onde estudei (e ainda estudo), fiz amizades e até encontrei um amor que hoje é o meu marido. Acredito que a minha história começou ali. Fui feliz e ainda sou!

Durante os anos de estudante muitas pessoas cruzam os seus caminhos com os nossos. Tive todo o tipo de amizades e algumas ainda hoje se mantêm, outras pelas circunstâncias temporais e espaciais foram-se diluindo.

Alguns amigos já iam comigo pois tínhamos estudado juntos no secundário, outros foram adicionados ao espólio de amigos com o conviver do dia a dia da vida universitária, outros amigos foram revelados e vimos a nossa relação fortalecida depois dos estudos e estes sei que ficaram para a vida independentemente do local onde vivemos. Eu até tive amizades que nasceram apenas de um simples olhar, de um trocar de 2 ou 3 palavras… que serviram para perceber como eramos parecidas. Mas foram atropeladas pelo tempo e como em todos os acidentes grandes porque grande também é a amizade ficaram cicatrizes e feridas que demoram a sarar e a recuperação está no bom caminho.

Não sei se com todas as pessoas é assim, mas eu não tenho dificuldade em fazer amigos mas manter a amizade viva e de boa saúde é mais complicado. Porque amigos seremos sempre, acabamos é por perder contacto. Uso sempre como justificação para a minha inércia, quando se trata de resolver esta questão, a falta de tempo nem que seja para ir beber um café ou pior ainda mandar aquele email com as novidades.

Vem aí o Natal e tanto se apela ao amor e à partilha, eu espero este ano não ser atropelada pelo tempo (olha novamente a desculpa foleira) e conseguir recarregar algumas amizades até lá.

Eles não crescem

Os homens são eternos garotos, vai ser sempre assim. A idade não lhes passa pelo espírito. E o de cá de casa não é excepção. Tudo é motivo e desculpa para fazer una graçola.

Boa disposição é sempre uma coisa boa, e graças a ele temos sempre muita disponível. O problema é quando se trata de educar a Madalena, ele é o primeiro a rir-se com as tolices dela. Está sempre a aprontar uma nova. Hoje o jantar tinha esparguete e não é que o menino se lembrou de encher a boca e deixar metade do esparguete do lado de fora. Levanta os olhos do prato e vai de mostrar à filha o lindo serviço. Arrependeu-se numa fração de segundos mas, mesmo assim foi o tempo suficiente para eu lhe fazer cara de má.

Ora eu ando sempre a dizer que não se brinca com comida e o pai faz uma coisa destas! Não me zanguei e ainda acabei por me rir da situação e comentei com ele que ainda está para chegar o dia que ele vai crescer.

És uma eterna criança sempre disposto a brincar e a fazer piadas sem graça nenhuma, e na verdade também é por isso que eu te amo.

Não mudei nada, mas estou diferente

Sinto-me mais bonita. Não mudei nada, continuo a andar com o cabelo desarrumado e até com cabelos brancos a aparecer em grande quantidade, as unhas por pintar e até roídas por vezes, as sobrancelhas a precisarem de manutenção, o rosto sem maquilhagem ou até qualquer creme, nem me lembro quando foi a última vez que meti creme no corpo, mas mesmo com estas coisas todas sinto-me bem. Não precisamos destas coisas todas para estarmos felizes. Como é óbvio eu gosto de andar arranjada mas tenho concentrado o meu tempo em pôr-me linda por dentro e sei que isso se vai refletir no exterior mais dia menos dia.

Ando com vontade de ir as compras e renovar o meu guarda roupa, mas sei que isso só pode ser feito de forma gradual pelos custos associados. Não me importo, basta-me um batom novo e umas jeans novas que assentem bem e sou uma mulher feliz!

Cada vez dou mais valor aos momentos e menos às coisas. E acredito piamente que é nesse princípio que quero criar a minha filha. Quero que um dia ela se lembre dos bolos que fazíamos juntas, das brincadeiras incontáveis com o pai e os pinypons (como ela diz: brincar às malvadas), do colinho doce do avô ou das brincadeiras com as linhas e lãs das avó.

Acho que por enquanto estamos no bom caminho, ela e eu… caminhamos não rumo à felicidade mas em felicidade.

Dia de Festa

Ontem foi dia de festa, a celebração de 25 anos de união de 2 pessoas de quem gosto muito.  Os meus tios viviam em união de facto à 25 anos e ontem oficializaram a sua união.

Estava tudo perfeito adequado à situação é às pessoas que partilharam com eles este dia. Quando fizer 25 anos de casada também quero um dia de festa assim com direito a vestido de noiva e tudo.

Fui feliz, não me senti incomodada com o vestido nem pensei por uma vez só que estava gorda e que se notava as banhas.
Dancei, sorri e convivi sem os excessos que normalmente acontecem nesses dias. Nestas festas cheias de coisas boas acabo sempre por comer demais, mas ontem o centro não foi o comer mas sim a família e a celebração.

Outra coisa positiva está no facto de eu olhar para as fotos e continuar achar que estava bonita. Coisa que normalmente não acontece, após os dias de festa e quando passa a euforia do dia eu olho para as fotos e sinto-me feia e gorda.

Hoje não foi assim, sou uma mulher que caminha para os 40 e se sente segura e feliz com o que tem e conquistou ao longo dos anos.