Coração apertado

As mães têm o super poder de curar tudo com beijinhos, mas a mãe aqui ainda não conseguiu curar gripes.

Fico com o coração apertadinho quando ela está doente e só tenho vontade de a meter no colo como fazia quanto ela tinha apenas meses e envolê-la nos meus braços. Hoje ela ainda cabe no meu abraço, e sempre caberá, mas, já não fica toda protegida por ele. A vida é assim, os filhos crescem e deixam de caber no ninho e têm que lidar com as coisas boas e menos boas sem os beijinhos da mãe que curam tudo. Mas dê o Mundo as voltas que der, tu Madalena terás sempre os braços da mãe para te envolverem na medida que mais precisares e beijinhos para te curarem.

Eu quero entrar!

Hoje ao ler um post do Blog Eu, ele, a maria e o miguel reparei que me encontro na mesma situação. Relata o que aconteceu na escola do Miguel e que por coincidência aconteceu na da Madalena. Os pais foram impedidos de entrar até às salas dos meninos. Não foi de surpresa, como no caso deles, pois fomos avisados em reunião de pais mas nunca pensei que a medida fosse tão restritiva. Na segunda-feira após a reunião apareceram sinais de passagem proibida por todo o lado. Arranjaram uns walkie talkies, um conjunto para cada sala e quando chego para a ir buscar a senhora da recepção/secretaria chama-a pelo walkie talkie marcado com a cor da sala dela. Isto faz com que naquele wall de entrada os pais fiquem todos concentrados, em alguns dias gera-se até ali uma confusão de gente. Esta medida foi colocada, segundo eles, para segurança das crianças e para impedir a permanência prolongada dos pais nas instalações da escola. Ora se o primeiro argumento me convence, o segundo nem por isso!

Eu faço questão de estar envolvida em todas as coisas que dizem respeito à vida da minha filha, como é óbvio. Por exemplo, eu percebi que ela começou a usar a tesoura, porque vi exposto na zona da secretaria um trabalho dela. Já se tinham passados muitos dias desde que ela tinha passado a usar a tesoura e eu não soube. Não pudemos como família festejar essa ocasião. Não estava à espera que me viessem dizer todos os dias o que ela fez, mas ao estar mais próximo do local onde ela passa a maior parte do seu dia vendo os trabalhos expostos na sala, iria conseguir aperceber-me mais rápido destas conquistas.

Sinto-me excluída da educação da minha filha e sinto que ela é refém do que se passa dentro daquelas paredes. Ela ainda não fez birras como o Miguel, mas cada vez fala menos do que se passa na sala de aula e eu como não vi e não sei o que fizeram não posso incentivar a conversa. Sinto que com isto me roubaram parte do dia. Já era um ritual nosso  irmos a conversar sobre o que ela tinha feito na escola nesse dia enquanto íamos para casa e agora ela só me responde brinquei. Eu sei que ela fez mais coisas, mas como não sei especificamente o que foi não posso ajudá-la a destravar a conversa.

escola

Acredito que esta escola é boa, que os valores com que se rege são os melhores e que no que respeita à minha filha, fazem o melhor. Eu sei que ela está bem mas acho vital o acompanhamento da minha parte no que se passa no dia a dia dela . Talvez esteja a ser egoísta mas eu sinto falta de estar com ela, e como já passo o dia todo longe  a visita à sala fazia-me sentir mais próxima do que ela faz quando eu não estou. É como se tapasse aquele buraco que fica quando a deixo de manhã sentada nas almofadas a ver os desenhos animados até chegar a hora de entrar para a sala dela.

 

A princesa é filha de dois cientistas

A minha mudou completamente quando descobri que estava grávida, mas mal eu sabia o que vinha pelo caminho! Faz 4 anos por estes dias estava grávida de 8 meses e uns trocos… Achava-me linda, era a mulher mais feliz do mundo. Adorava fazer festas na minha barriga, que mais parecia uma abóbora daquelas gigantes. Na verdade não era só eu que gostava de fazer festas na minha barriga, todos se achavam no direito de lhe mexer. Os meus meninos da catequese nem se fala, sentia-me a lâmpada do aladino de tanto que eles me esfregavam a barriga. O que se passa na cabeça das pessoas que assim que vêm a barriga de uma grávida se sentem no direito de lhe mexer. Se eu não tivesse grávida também me vinhas mexer na barriga?

8 meses de grávida

Quando agora olho para as minhas fotos de quando estava grávida é que tenho a noção do quão gigante eu estava. Eu tenho 1,80 m e com esta barriga devia parecer um verdadeiro elefante! Pelo menos pesava tanto como um. Como é que eu nunca me apercebi da dimensão da coisa? Na última consulta de grávida no posto médico, quando a enfermeira me mandou subir para a balança não estava muito confiante, mas o pior estava para vir. Quando ela começa a dizer então a Ana pesa cento e… Eu interrompi e disse não quero saber o valor! Foi nesta altura que fiquei com a perfeita noção que eu não queria ser gorda, não queria ter que carregar 100 Kg todos os dias. Quando a anestesista me perguntou quanto eu pesava por causa da dose da epidural o valor voltou a assombrar-me. Brinquei com a situação e disse que não sabia o valor mas que era mais de cem…

A jornada de perder peso foi complicada e na verdade acho que ainda é. Mas agora isso já não me importa! O peso é só um número e esse número não serve para medir a minha felicidade. Não vivo atormentada com aquilo que como, apenas penso bem antes de comer. Será que estás mesmo com fome ou é só falta do que fazer. O tempo livre, para mim, é sinónimo de vou ver o que tenho no armário para comer! Então qual é o meu truque para não andar constantemente a petiscar? É comer tudo o que me apetecer, apenas tendo em conta que não posso comer tudo a toda a hora e em quantidades industriais! Onde será que foi que eu ouvi isto? 😉 Obrigada!

Cada vez que se aproxima a data do aniversário da Madalena, fico nostálgica e recordo com muito amor e felicidade como eu preparei a vinda dela. Não foi decorando o quarto dela, que esse só ficou completo já ela tinha 9 meses, mas decorando o meu coração com todos os tons de rosa. Logo eu que nunca fui uma menina de cor de rosa, nem era a minha cor preferida. Assim que o médico me confirmou que eras uma menina eu passei a ver só em tons rosa! Tudo o que era pequeno e rosa eu dizia: “oh que fofinho!” E o marido dizia: “só cor-de-rosa, só cor-de-rosa, já não posso com tanto rosa.” Conclusão assim que ela nasceu e agora cada vez mais é o rosa que ele gosta mais!

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Madalena, a princesa filha de dois cientistas que não conseguem encontrar medida para quantificar o amor que sentem por ti e que cada dia é maior.

Não mudei nada, mas estou diferente

Sinto-me mais bonita. Não mudei nada, continuo a andar com o cabelo desarrumado e até com cabelos brancos a aparecer em grande quantidade, as unhas por pintar e até roídas por vezes, as sobrancelhas a precisarem de manutenção, o rosto sem maquilhagem ou até qualquer creme, nem me lembro quando foi a última vez que meti creme no corpo, mas mesmo com estas coisas todas sinto-me bem. Não precisamos destas coisas todas para estarmos felizes. Como é óbvio eu gosto de andar arranjada mas tenho concentrado o meu tempo em pôr-me linda por dentro e sei que isso se vai refletir no exterior mais dia menos dia.

Ando com vontade de ir as compras e renovar o meu guarda roupa, mas sei que isso só pode ser feito de forma gradual pelos custos associados. Não me importo, basta-me um batom novo e umas jeans novas que assentem bem e sou uma mulher feliz!

Cada vez dou mais valor aos momentos e menos às coisas. E acredito piamente que é nesse princípio que quero criar a minha filha. Quero que um dia ela se lembre dos bolos que fazíamos juntas, das brincadeiras incontáveis com o pai e os pinypons (como ela diz: brincar às malvadas), do colinho doce do avô ou das brincadeiras com as linhas e lãs das avó.

Acho que por enquanto estamos no bom caminho, ela e eu… caminhamos não rumo à felicidade mas em felicidade.

Fomos invadidos pelo Natal

Por todo o lado apareceram enfeites e luzes de Natal. Aqui em casa só damos início à época natalícia no primeiro dia do advento (início de Dezembro), mas com tanto incentivo não sei se resistimos.

Hoje fomos almoçar ao centro comercial e a Madalena reparou nas decorações de de Natal, estava tão feliz. Quando chegámos ao local onde estava a cadeira do Pai Natal, vazia porque era hora de almoço, ficou triste. Eu disse-lhe que ele tinha ido almoçar e ela ficou com a ideia que ele estaria a comer na zona da restauração. Tive que dar a volta inteira para ela ver que ele não estava lá. Convenci-a que ele tinha ido almoçar a casa porque e Mãe Natal tinha feito comida para ele. Lá ficou convencida. Depois de almoçar o Pai Natal já estava no seu devido lugar. E lá fomos nós para a fila. Eu que dizia que não ia fazer estas coisas de esperar meia hora numa fila só para o meu filho se sentar no colo de um velho, gordo e barbudo. Pois é! Fui, esperei e adorei ver como ela estava com um ar deliciado por ver aquele velho, gordo e barbudo de luvas brancas, como ela disse com ar surpreendido. Ela ficou feliz com o livro que ganhou mas, tal como o ano passado, ficou a dizer que queria era um livro do Mickey! Lá vou eu entrar em despesas por causa do Pai Natal que não sabe o que os miúdos querem!