Aumentar o ego e a auto-estima

Estou numa fase da vida em que cada vez dou me dou mais valor. Faço por promover o meu bem estar. Se não for eu a fazê-lo quem o fará? Pequenas coisas fazem uma grande diferença, pelo menos para mim, basta-me ir arranjar as unhas, colocar pestanas ou até comprar uns brincos novos no chinês e fico logo mais vaidosa e com o ego no máximo.

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Hoje foi o dia em que eu pensei que se lixe eu também mereço um bocadinho de mimo. Unhas pintadas (de forma duradoura, pois são de gel) e um batom nos lábios e sinto-me uma mulher nova. Quase que me fez esquecer que gastei uma pipa de massa no mecânico com o carro.

 

 

 

 

Ser mãe é ter medo

Cada vez faz mais sentido para mim esta afirmação: ser mãe é ter medo. Desde que descobri que estava grávida da Madalena passei a ver o mundo com outros olhos e a palavra e o sentimento – medo – passaram a fazer parte do meu vocabulário. Os primeiros 3 meses há o medo de as coisas não estarem bem com o bebé, o medo de abordar, o medo de comer e fazer certas coisas… coisas simples como subir a uma cadeira e tirar algo pesado de cima de um armário. No segundo trimestre os medos começam (pelo menos para mim) a diminuir, mas se pensar bem ele anda sempre presente. Entramos no terceiro trimestre e aí chega o medo que a criança nasça cedo demais, antes de estar completamente formada, e há para muitas mulheres o medo do parto.

Eu acho que nunca tive medo do parto, não sei porquê mas foi a algo que sempre encarei com tranquilidade. Apesar de todas as mulheres com quem falava sobre o parto, ou melhor que faziam questão sem eu pedir, partilharem a sua experiência trágica do parto. Parece que há a necessidade de mostrar que foi muito difícil e que elas foram umas desgraçadas e sofreram muito e que nós também temos que sofrer. Mulheres por favor se a vossa experiência foi má não assustem as grávidas de primeira maré, antes de começarem a falar do horror da tragédia perguntem se elas querem saber! E se não têm algo se bom ou agradável para dizer por favor ESTEJAM CALADAS!

Mas voltando ao medo, depois da criança nascer o primeiro medo (pelo menos o meu foi) será que eu tenho leite para ela? Esse foi também um dos medos que me acompanhou durante a gravidez… e infelizmente acabou por se confirmar, não consegui alimentar em exclusivo a minha filha com leite materno. Na verdade tambem não tive acompanhamento nesta área, nunca ninguém nas minhas idas ao médico me perguntou se eu precisava de ajuda nesta questão que é o amamentar. Foi uma experiência dolorosa, física e psicologicamente, e como tal a melhor opção na altura era o leite adptado. Não posso mudar a história, não acredito que tenha feito mal. Só penso que podia ter sido melhor para nós as duas.

Ela já tem 4 anos e o medo vive ao meu lado, ou está dentro de mim não sei, continua bem presente. Comentei com um amigo um dia destes que desde que fui mãe estou mais medrosa, tenho mais vertigens, já não me arrisco a subir a árvores com medo de cair, andar de carroceis e eu sei lá mais o quê… é involuntário mas talvez seja o meu chip de mãe a garantir que eu estou cá por mais tempo e em boas condições para cuidar da minha filha.

Nem me atrevo a falar do meu medo de não estar a fazer um bom trabalho como mãe porque esse nunca se vai dissipar mas ainda bem porque é ele que vai garantir que eu me esforce cada vez mais para estar à altura da filha que me calhou na rifa!

Viva a vida do campo

Eu seria feliz se vivesse no campo.

A vida corre com outra velocidade, não andamos a toque de relógios e horários loucos. Não se ouvem os carros e não passam aviões. Os pássaros cantam durante o dia e as estrelas mostram o seu brilho durante noite sem serem ofuscadas pelos candeeiros. As pessoas são cordiais e todos se conhecem e partilham momentos como se fossem familiares.

Ou então só digo isto porque depois de uns dias (umas vezes poucos outras muitos) volto para a cidade e para o corre corre do dia a dia.

Nunca desistir!

“ Nascer é o ato mais difícil que fazemos na vida. É muito mais difícil que morrer por isso nascemos de punhos cerrados e morremos de mãos abertas.
Nascer é passar por um canal apertado, fazendo um esforço e varias manobras para o conseguir, é deixar de estar na água, começar a respirar, ser pegado, esticado, limpo, é deixar de ter comida e quentinho 24h, é começar a ouvir muito mais barulho, ter frio e uma luz que nos encadeia.

Nascer é provavelmente o maior trauma pelo qual passamos mas não temos memória disso.”
Laura Gutman

Por isto e muito mais cabe a cada um de nós lutar por aquilo que queremos e nunca desistir, descansar sim mas não desistir!

Obrigada Mafalda pelo texto da Laura.

Confia

No Domingo tive a Entrega da Bíblia dos meus meninos, como já vos tinha contado. Hoje estive a ver as fotos que o marido tirou. Já agora obrigada por acederes a mais um dos meus pedidos. Foi importante estares presente, não só pelas fotos…

Encontrei esta que me falou ao coração.

Confia

Cada vez estou mais agradecida pelas coisas que ele me dá.