Lembram-se do trabalho de casa?

Hoje tive um rasgo de imaginação e descobri como fazer a Madalena participar na produção de um presepio.

Tinha uma tela cá em casa e recorrendo a pedaços e EVA e feltro saíu esta obra de arte.

Eu cortei o EVA e o feltro em pedacinhos com a cola prendemos na tela. A Madalena foi metendo os bocadinhos dos materiais nas silhuetas dos bonecos que eu já tinha desenhado na tela.

Confesso que eu tive que fazer a maior parte do trabalho, porque ao fim de 15 minutos ela já estava farta. Depois foi fazendo coisas no intervalo da brincadeira.

Pode não ser o presépio mais bonito da exposição, mas para mim é o mais valioso.

Sempre gostei de trabalhos manuais, mas esta coisa de ter que fazer um presépio com a minha filha tem muito que se lhe diga.

Inspiração zero. Mas mesmo assim já temos um José mas não teve contribuição da minha filha e isso está a deixar-me triste.

Estou a ceder à pressão do concurso de mães e não quero. Vou dormir sobre o assunto pode ser que ocorra alguma ideia.

Eu gosto de dançar…

E ela também!

Os nossos dias são regados em doses generosas com música. Muita música, escolhida por ela, por mim e até por ele.

Fazemos festas! Dançamos e somos felizes!

E vocês já dançaram hoje?

 

Mais uma fã de trabalhos manuais

A madalena sempre gostou de fitas, fios, panos e papéis… é capaz de brincar um dia inteiro, e às vezes ainda brinca nos dias seguintes também, com uma fita de cetim ou um pedaço de tecido que sobrou de algo. Na casa da minha mãe há sempre alguma coisa deste género disponível para a Madalena brincar. Últimamente tem brincado com uns novelos de trapilho que a avó tem para fazer tapetes. A Madalena rouba os novelos e com eles faz uma teia enorme em volta das cadeiras da sala para “prender” o avô para ele não fugir. Muitas vezes acaba mesmo por conseguir porque para ele conseguir sair do lugar onde está tem que desfazer a teia da “aranhinha”. Com tanta brincadeira com fios já consegue dar nós e tudo, e quando não os aperta muito até já os consegue desfazer sozinha. Eu sei é uma coisa pequena e simples para mim a sua mãe babada é como se ela tivesse subido o monte Everest ou ganho uma grande competição.

No fim de semana compramos lã para a avó fazer uma camisola para a Madalena. Até aqui tudo normal. Hoje a Madalena resolveu melgar a avó enquanto ela fazia o seu tricô. Conclusão a avó acabou por lhe dar as agulhas e a Madalena fez uma camisola.

Na verdade não fez mas ficou tão feliz como se a tivesse feito. É tão simples fazer uma criança feliz e ao mesmo tempo criar boas memórias. Um dia ela poderá dizer eu fiz uma camisola com a minha avó.

Ai o meu balão…

Não sei o que despontou esta reacção mas o ano passado a Madalena ganhou um medo enorme aos balões. Fugia ao vê-los ao longe. Fui contornado e evitava balões, mas a vida de uma criança está sempre a ser invadida por balões. Vamos ao centro comercial e estão a dar balões e tudo o que é puto anda de balão em punho. O transforma a nossa ida num suplício. Fomos ao circo e na entrada andavam vendedores de balões por todo o lado, foi um stress para andar na rua. Fomos ao musical do Panda e os Caricas e todo o campo pequeno estava rodeado de balões.

Já tínha assumido que iría ter uma criança com fobias a balões aqui em casa. Logo eu que nunca tive medo de nada…

No fim de semana passado fui a uma loja do chinês ver se encontrava uma piñata, ainda fiz figura de parva porque o chinês não sabia o que eu andava à procura. Na zona das coisas para festas a Madalena viu os sacos de balões e eu comento com a minha mãe que gostava comprar balões para a festa dela, mas… aí a Madalena intervém e diz que quer balões amarelos. Eu achei estranho mas alinhei na conversa… A minha mãe ainda tentou convence-la a comprar balões de várias cores, mas ela queria amarelos como os mínimos. Então eu digo: “levo este saco que tem menos (50 unidades).” E a Madalena diz-me: “leva aquele tem mais mãe, tem 100.” Ficamos as duas em choque, não pode ser ela ainda não sabe o qual é o número 100. Para tirar as dúvidas pedi–lhe que apontasse para o 100 e ela identificou-o sem problema. Quando é que foi que tu cresceste tão rápido?

Lá comprei os balões, quando chego a casa ela pede-me um balão. Achei estranho mas tiro-o e começo a encher e ela volta a fugir. Eu não sei importância e dei umas pancadinhas com o balão no rabo dela ela comecou-ss a rir. Percebi que havia espaço para insistir e mandei-lhe balão e ela começou a brincar com ele. Inicialmente a medo mas foi ganhando confiança. Segunda feira assim que chegou a casa pediu-me balões e diz que quedia ficar enterrada em balões até ao pescoço. Terça foi feliz brincar com os balões e até levou um para a cozinha para a acompanhar. Hoje voltou a pedir balões e andou a brincar com eles. Descobriu que o Zumba tem medo de balões e agora o coitado é o alvo predileto dela.

Será que a fobia desapareceu?

Mais vale estar calada antes que as coisas voltem para trás novamente.