Eu gosto de dançar…

E ela também!

Os nossos dias são regados em doses generosas com música. Muita música, escolhida por ela, por mim e até por ele.

Fazemos festas! Dançamos e somos felizes!

E vocês já dançaram hoje?

 

Os trabalhos de casa

Há quem os ache uma tolice quando se tratam de crianças pequenas como a Madalena. Eu gosto de fazer coisas com ela que depois ela leva para a escola toda feliz.

Este mundo dos trabalhoso dos trabalhos de casa tem muito que se lhe diga. Existe toda uma competição entre as mães. Não importa se a criança participou ou não desde que o trabalho dela seja o mais bonito. Se envolver algum tipo de concurso ou votação aí torna-se difícil qualquer mãe não querer entrar na competição.

Na escola da Madalena, ai de mim se chamo creche à escola quando ela está a ouvir a creche era a outra, não me pediram trabalhos de casa até agora. Estava a estranhar não aparecer nada. Apenas houve um pedido de uma foto da família. É agora o pedido de um presépio que seja uma verdadeira obra de arte.

Na creche onde a Madalena estava antes, por esta altura já tínhamos feitos vários trabalhos, lembro-me de um do Halloween era uma aranha e um do dia do pijama onde tínhamos um pijama para devorar. Como é óbvio a aranha era uma aranha menina e o pijama era cor-de-rosa e cheio de lantejolas.

Ao entrar no corredor que dava acesso às salas na creche mergulhava no mundo deles. Via os trabalhos a aparecer e depois a desaparecer para dar lugar a outros novos. Gostava de ver não só os da minha filha como os dos outros meninos. Havia uma enorme diversidade de trabalhos com formas diferentes de trabalhar para o mesmo tema. Eu também tinha a minha vida regrada pelos acontecimentos especiais da escola. chegada do outono, a semana do animal, o dia do pijama em que toda a creche ficou invadida de fadas (história do ano passado era sobre a fada que partiu a asa), a chegada do advento e a passagem dos vários sábados. Era feliz e não sabia!

Conclusão tenho um “concurso de mães” com dia 27 como data limite de entrega. É agora ando aqui às voltas porque quero fazer algo que permita a Madalena participar que no fundo é o mais importante.

Adoro música por isto

Hoje quanto ia do trabalho para a creche da Madalena passou na Rádio Comercial, rádio oficial do meu carro quando não tenho que ouvir o Panda e os Caricas, a música dos Maroon 5 “She will be loved”. Os meus pensamentos voaram para 2010, ano em que o Mário me pediu em casamento. Comprou um anel e tudo, não me servia mas isso não importa nada, mandou-se alargar e ainda o uso em ocasiões especiais. Esta música faz-me sempre voltar aqueles dias mágicos em que planeava os detalhes do casamento.

Faz agora 7 anos que fui escolher o vestido. Foi amor à primeira vista, vesti mais 2, mas eu já sabia que era aquele que ia ser o meu. Lembro-me que quando o vesti e saí do provador olhei para a rua e começou a chover isto num dia lindo de sol. A senhora do atelier disse que como tinha começado a chover era sinal que estava abençoada a minha escolha. Da parte da minha mãe não houve reacção histérica como acontece naquele programa do TLC. Adorava ver e ainda adoro ver o “say yes to the dress”. Na verdade se a minha mãe tivesse uma reacção dessas eu ia desconfiar que não era ela que estava ali. Eu também não chorei ao ver o vestido como costumava ouvir das noivas. Mas quando olhámos uma para a outra ambas sabíamos que era aquele o vestido ideal para mim.

Confesso que de vez em quando tenho vontade de o voltar a vestir e repetir a festa toda. Não mudava nada, excepto o tamanho da minha franja que me incomodou o dia todo.

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Às vezes eu costumo dizer em tom de brincadeira que a festa do casamento devia durar 3 dias e que quando fizer 10 anos de casada volto a vestir o meu vestido de princesa (como a Madalena diz). Cada vez tenho mais vontade de o fazer. Quem sabe daqui a uns anos estou aqui a escrever sobre isso.

 

Como tanto para mim como para ele esta música nos tocava e porque fazia parte da nossa história escolhe-mo-la para a entrada no salão do banquete no dia do casamento.

 

Adoro esta música porque é o melhor modo de reviver estes bons momentos. Incrível como 4:28 min me fizeram lembrar de um os dias mais felizes da minha vida.

Todas as crianças têm o direito de crescer numa família

Hoje é dia nacional do pijama, mas mais importante que o dia nacional do pijama hoje é que hoje e também o dia da Convenção Internacional dos Direitos da Criança. Foi no dia 20 de Novembro de 1959 que se proclamou em todo o Mundo a Declaração dos Direitos das Crianças, mas só em 1989 é que se adoptou a Convenção sobre os Direitos da Criança. Este dia foi criado para reforçar e divulgar os direitos das crianças de todo o mundo.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Hoje a minha menina foi toda feliz com o seu pijama mas ia mais feliz com a sua casinha com dinheiro para ajudar os meninos que não têm. Dizia-me enquanto subia a escadas da escola: “oh mãe nós temos que dar o nosso dinheiro todo para os meninos. Este que está aqui dentro não chega!” Claro que tive que lhe dizer que os outros meninos também iam levar a sua casinha com dinheiro dentro para dar aos meninos que não têm. Ficou um bocadinho triste porque quando chegou à sala onde são recebido de manhã os outros meninos que lá estavam não tinham casinhas para ajudar os meninos. Tem um coração tão bom esta minha filha.

Este ano não comprei, ainda, o livro que os Mundos de Vida lançaram este ano. Além de livros existem outras coisas que podem comprar na Loja dos Abraços vão lá e ajudem porque “HÁ ABRAÇOS QUE TRANSFORMAM UMA VIDA”.

loja dos abraços

O tempo

A propósito dos 40 anos da FCT, local onde estudei (e ainda estudo), fiz amizades e até encontrei um amor que hoje é o meu marido. Acredito que a minha história começou ali. Fui feliz e ainda sou!

Durante os anos de estudante muitas pessoas cruzam os seus caminhos com os nossos. Tive todo o tipo de amizades e algumas ainda hoje se mantêm, outras pelas circunstâncias temporais e espaciais foram-se diluindo.

Alguns amigos já iam comigo pois tínhamos estudado juntos no secundário, outros foram adicionados ao espólio de amigos com o conviver do dia a dia da vida universitária, outros amigos foram revelados e vimos a nossa relação fortalecida depois dos estudos e estes sei que ficaram para a vida independentemente do local onde vivemos. Eu até tive amizades que nasceram apenas de um simples olhar, de um trocar de 2 ou 3 palavras… que serviram para perceber como eramos parecidas. Mas foram atropeladas pelo tempo e como em todos os acidentes grandes porque grande também é a amizade ficaram cicatrizes e feridas que demoram a sarar e a recuperação está no bom caminho.

Não sei se com todas as pessoas é assim, mas eu não tenho dificuldade em fazer amigos mas manter a amizade viva e de boa saúde é mais complicado. Porque amigos seremos sempre, acabamos é por perder contacto. Uso sempre como justificação para a minha inércia, quando se trata de resolver esta questão, a falta de tempo nem que seja para ir beber um café ou pior ainda mandar aquele email com as novidades.

Vem aí o Natal e tanto se apela ao amor e à partilha, eu espero este ano não ser atropelada pelo tempo (olha novamente a desculpa foleira) e conseguir recarregar algumas amizades até lá.