A minha vida ficou muito mais feliz

Faz hoje 4 anos que nasceste. Já sabia que te amava mais que tudo, mas nunca pensei que o significado da palavra amar fosse tão diferente do que eu conhecia. Este amor que cresce a cada dia, que só sabe multiplicar-se e nunca dividir-se. Amar-te a cima de todas as coisas e mais do que a mim mesma. A palavra mãe é pequena demais para conter tudo aquilo que ela significa e representa.

Nunca tive medo do parto sabia bem que era a única forma de te ter nos meus braços. Estava super calma, acho mesmo que eu era a mais calma de todos.na terceira ida ao hospital disse à enfermeira na urgência que já só saía dali contigo no colo. Nasceste à 10h52 (posso estar enganada por uns minutos, mas sou horrível com números) com 2.960kg. Eu tinha uma barriga enorme mas tu eras elegante. Foste uma querida e deixaste a bagagem toda quando saíste e eu continuei grande. Quanto a amamentar e ter leite para te alimentar é outra história para outro post.

Soube imediatamente que tu eras perfeita para mim, nem imaginava como irias ser tão parecida comigo. Não só em feições mas também em feitio. És teimosa e persistente não sabes ouvir um não. És um doce de filha, agora estás sempre a vir ter comigo para me dares um beijinho e eu fico derretida.

Nunca tenhas medo de expressar os teus sentimentos ninguém te puderá parar se fores verdadeira e e fiel aos teus princípios. Espero conseguir passar-te os mais correctos, mas tu é que vais escolher os que vais adoptar. Quero que um dia sejas uma mulher bem sucedida naquilo que escolheres, mas mais que bem sucedida quero que sejas feliz. Sem seres refém daquilo que a sociedade acha correcto.

Mas ainda falta muito tempo até teres que pensar nessas coisas. Agora continua a ser criança sem pressa para crescer. Brinca muito porque ser adulto é já não ter todo o tempo do mundo para brincar como tu tens.

Parabéns meu tesouro a mãe ama-te muito e isso nunca vai mudar.

Cuidado com a água

Este ano decidi meter a Madalena na natação, e por arrasto lá tenho que ir eu também meter o cú de molho! A minha decisão prendeu-se com o facto dela ter adquirido um medo inexplicável à água. Quando vamos à praia ela brinca com água, mas no seu balde e na sua poça, longe das ondas do mar. Arrisca a ir molhar os pés e chapinhar mas nunca foi por livre vontade molhar mais que os tornozelos. As vezes que eu tentei levá-la ao colo para dentro de água mesmo sem ela tocar na água a gritaria era de tal forma que acabei por desistir de o fazer. Na praia fluvial a história é parecida mas o medo é menor e ela já se arrisca a sentar-se dentro de água e chega a ser uma tarefa quase impossível tirá-la de lá ao fim do dia.

Até cheguei a conseguir que ela se metesse dentro de uma bóia e andasse a flutuar um bocadinho, mas não se entusiasmem porque à segunda tentativa começou o berreiro e quem acabou por brincar com a bóia fui eu e o pai.

Em casa, até irmos para a natação, ela recusava-se a tomar banho de chuveiro. Só de o ver começava o berreiro e continuava a tomar banho na banheira de bebé, mesmo ela já não cabendo lá dentro, porque na minha casa só temos poliban.

O dia da natação não é fácil, muitas vezes ela começa a dizer já em casa que não quer ir. Mas com muito jogo de cintura e uma dose extra de paciência lá acabamos por ir. O primeiro dia foi um pesadelo, para ela e para mim. O pai acompanhou-nos do lado de fora da piscina, e percebemos que foi má ideia. Ela fez o costume, quando um de nós a contraria ela recorre ao outro. E como tal passou metade da aula (15min) a chorar pelo pai e a pedir para sair da piscina. O pai saiu para ir ao telefone (mentirinha, já tínhamos combinado que se a coisa estivesse feia que o pai saia) e a coisa acalmou. Vitória da primeira aula, ela entrou dentro de água ao meu colo e esteve lá dentro meia hora de seguida. É verdade esteve parte do tempo a chorar e sempre agarrada com mãos e pés a mim. Na segunda aula fomos só as duas e por milagre e para espanto meu não houve choro. Não pensem que desde aí tem sido tudo rosas, que não é verdade ainda temos direito a choramingas. Um dia de cada vez, uma vitória a cada dia. Já andou em pé dentro de água mergulhada até ao pescoço, andou agarrada a pranchas sem eu a estar a segurar, já nada de costas e de bruços sempre comigo a agarra-la. Agora não a salpiquem ou lhe molhem a cabeça que a princesa não gosta.

Já tomamos banho de chuveiro as duas na piscina e em casa ela já brinca e somos mais felizes quando o assunto se refere a estar de molho.

Já cheira a Natal

Hoje finalmente arrumei a roupa de verão da Madalena. Guardei tudo numa caixa sabendo que no próximo ano mais de metade do que está lá dentro já não lhe vai servir, mas custa-me desapegar-me daquelas roupas. Têm histórias diversas entranhadas nos seus fios histórias e aventuras que não há máquina de lavar que as apague.

A Madalena aproveitou para brincar com a caixa, como é da praxe. Depois de tudo arrumado fui buscar a árvore de Natal, os respetivos enfeites e o meu presépio da Playmobil. Ela estava louca só queria meter bolas e mais bolas, de preferência todas em cima umas das outras. Não foi uma tarefa fácil mas diverti-me imenso com a capacidade de desenrasque dela. Se não dava para pendurar as bolas nos ramos vai de usar os fios das lâmpadas.

A parte mais interessante foi quando eu abri a caixa do presépio. Ela prometeu não estragar, mas tem andado o dia todo a fazer viagens ao presépio para lhe acender uma luz que ele tem. Até que sem eu ver a roubou para usar nas suas brincadeiras. Cheira-me que este presépio vai ter um layout diferente a cada dia senão a cada hora.

Não importa, já cheira a Natal e com ele cheira também a festa é celebração em família.

Sessão de cinema

Como amanhã não há escola hoje vamos dormir mais tarde. A pedido da Madalena jantamos na sala com direito a sessão de cinema. Eu e o pai estávamos com vontade de ver o Sherek porque ela ainda não conhece este tesouro da animação.

Ela preferiu ver a Bela e Monstro e lá cedi ao pedido. Ao fim de pouco tempo tive que trocar de filme porque ela estava a chorar. Escorriam-lhe as lágrimas pelos olhos e o semblante estava triste. O Monstro tinha separado a Bela do pai e ela nunca mais ia ver o seu paizinho. Foram as palavras dela.

Troquei de filme, estamos a ver o Happy Feet. Mas está complicado porque se ela estava triste com o filme anterior agora quer dançar como o pinguim.

Quando será o dia que voltarei a ver um filme descansada enrolada numa manta sentada no sofá.

Lembram-se do trabalho de casa?

Hoje tive um rasgo de imaginação e descobri como fazer a Madalena participar na produção de um presepio.

Tinha uma tela cá em casa e recorrendo a pedaços e EVA e feltro saíu esta obra de arte.

Eu cortei o EVA e o feltro em pedacinhos com a cola prendemos na tela. A Madalena foi metendo os bocadinhos dos materiais nas silhuetas dos bonecos que eu já tinha desenhado na tela.

Confesso que eu tive que fazer a maior parte do trabalho, porque ao fim de 15 minutos ela já estava farta. Depois foi fazendo coisas no intervalo da brincadeira.

Pode não ser o presépio mais bonito da exposição, mas para mim é o mais valioso.