Grávida depois dos 35…

Nunca me achei velha… acho que nunca me vou achar… Serei como a minha avó Ofélia que dizia que as outras é que eram velhas. Quando pensei em engravidar novamente é claro que me veio à cabeça a idade que tinha, mas nunca por me achar velha demais para voltar a engravidar, mas porque fiz contas à possibilidade de voltar a ser mãe novamente. Sim eu gostava de ir ao bebé número 3, mas isso digo eu agora que ainda tenho o número 2 no forno.

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Inconscientemente eu sempre pensei que os 40 anos já era aquela idade em que as mulheres são consideradas “velhas” para engravidarem. Todos sabemos que existem mulheres que são mães com idade bem superior a esta, mas na minha cabeça são sempre consideradas excepções e eu nunca me coloquei no lugar delas. Descobri que os 35 anos são considerados como uma espécie de “data-limite” para ter uma gravidez saudável e que potencial de fertilidade da mulher baixa consideravelmente a parir dos 35 anos, mas hoje em dia existem várias ferramentas para contornar esta limitação.

Eu deparei-me com o muro dos 35 anos quando a minha médica de família me disse numa consulta que como já tinha esta idade estava indicada para fazer amniocentese. Caiu-me tudo!!! Como assim, mas isso não era só quando temos 40 anos??

Pois parece que não. Todas as mulheres com 35 ou mais anos estão indicadas, caso pretendam, para fazer anmiocentese no serviço nacional de saúde. Na minha cabeça acenderam todas as luzes vermelhas possíveis, mas sempre esteve presente a minha vontade de não o fazer. Fui encaminhada para o hospital e lá foi apresentado novamente o cenário “terrível” de ser mãe depois dos 35. Mesmo tendo em consideração que podia fazer este exame optei por fazer apenas o rastreio bioquímico combinado e ver o resultado para voltar a pensar na hipótese de fazer a a amnio. Tudo correu pelo melhor, os resultados do rastreio combinado não estão de acordo com a probabilidade dada apenas pela idade, na verdade estão MUITO longe do valor. Mas vou-vos confessar mesmo que tivesse dado um valor próximo eu não optaria pela amnio. Esta gravidez iria prosseguir o seu curso independentemente do que viesse no resultado desse exame. Então para quê submeter-me a um exame invasivo que tem riscos associados.

Dei outra cabeçada no muro dos 35, mas desta vez para o derrubar, quando fui à primeira sessão do curso para a parentalidade no hospital. Na típica apresentação das mães presentes deparei-me com um leque de mães com idades superiores à minha. Nada de estranho, uma vez que este curso é dado no hospital e são apenas as grávidas que têm algum tipo de problema de saúde que são seguidas lá, eu sou só a penetra que aproveitou a possibilidade de aprender mais. Sabe-se também que as mães de idade superior a 35 têm maior tendência a doenças gestacionais, como por exemplo a diabetes e a hipertensão. O que me surpreendeu foi o facto de todas, ou quase todas estarem à espera do seu primeiro filho. Eu sabia que as mulheres são mães cada vez mais tarde, mas nunca me tinha deparado com esta realidade de tão próximo.

Conclusão: velhos são os trapos. E mesmo assim ainda servem para alguma coisa.

Ser mãe é a melhor coisa do Mundo. Nem consigo imaginar como é que e este amor imenso que eu já tenho pela Madalena vai conseguir crescer mais para abraçar outro filho.

 

Compras com ela

Ir às compras acompanhada com a Madalena pode muitas vezes transformar-se num pesadelo. Se tenho que ir ao super-mercado penso sempre duas vezes se a levo comigo ou não. Confesso que se tiver a possibilidade de a deixar em casa do meus pais nem penso duas vezes… Mas nem sempre há essa possibilidade e quando a levo tenho que despachar a coisa bem rápido. No inicio ela até alinha em ajudar, de dentro do carro porque se vai para o chão mexe em tudo e corre por todo o lado, mas quando a demora começa a ser muita a conversa muda de figura. Estar na fila para pagar torna-se um verdadeiro suplício, porque ou ela já está farta de estar no carro ou ela quer meter mais coisas lá dentro eu sei lá. Não pensem que lá por eu estar grávida que passo à frente de todos nas filas para os pagamentos. Não dá, nem eu consigo porque quando tens uma fila que atravessa meio corredor tens que ter muita “coragem” par dizeres aquela malta toda que tens o direito de passar à frente. Acho que era muito mais fácil este processo se ainda existissem as caixas prioritárias. Mas isso são outros 500… Mesmo com uma barriga já bem notória continuo a sofrer do síndrome da grávida transparente.

No desespero acabo sempre por lhe passar o meu telemóvel para a mão e ela fica distraída o resto do tempo, mas no fim quando é para entrar para o carro lá vem a birra. Muitas são as pessoas que não deixam os meninos mexerem em telemóveis ou tablets, eu também evito ao máximo que ela os use, mas em caso de urgência lá tem que ser.

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Da última vez que fomos as duas às compras ao Lidl, tive um rasgo de genialidade e lembrei-me de lhe dar uma caixa vazia que estava numa das prateleiras. Inicialmente ela usou-a como tambor, quando já estava farta dela e já estava a pedir o meu telemóvel lá me lembrei de lhe dar uma caneta. Esteve distraída o resto do tempo, primeiro usou a caneta para desenhar, mas no final a caneta serviu para fazer furos no cartão.

Esteve tão feliz aquele tempo com tão pouca coisa. E vocês como fazem para ocupar o tempo das crianças enquanto fazem as compras? Nem consigo imaginar quando forem dois, cada um a fugir para o seu lado!

Será que funciona?

Depois de eu ter escrito o post sobre o cabelo da Madalena e do pesadelo que era muitas vezes o processo de a pentear, a Inês do Entre M’s sugeriu a Tangle Teezer. Hoje fui ao centro comercial e lá comprei a bela da escova.

Comprei a rosa, mas agora descobri que existe uma colecção da Disney, que sei que a Madalena iria adorar!

Eu já a experimentei no meu cabelo e gostei bastante. Só não gostei da forma dela, talvez porque a escova não tem cabo como as escovas normais. Vamos lá ver se me oriento a usá-la com a Madalena, mas assim de olhar acho que para fazer os rabos de cavalo não deve ser a melhor coisa. Mas descobri agora que existem escovas desta marca com funções diferentes e que esta serve apenas para desembaraçar. Caso pretenda usar para secar o cabelo com ajuda do secador ou fazer penteados existem modelos específicos para essas funções.

 

O casamento dela

Hoje enquanto ouvíamos a música do Agir em que ele usou imagens do próprio casamento para o video eu e a Madalena tivemos a seguinte conversa:

Madalena: Oh mãe eu quero casar-me!

Eu: Claro que sim filha, quando fores crescida podes casar.

Madalena: Mas eu quero casar agora!

Eu: Madalena tu és muito pequena, só podes casar quando fores crescida.

Madalena: Mas eu quero casar agora…

Eu: Mas para casar precisas de várias coisas primeiro. Precisas de crescer e de um namorado para casares. 

Madalena: Oh mãe eu namorado já tenho!

Eu: Ai é? Mas quem é o teu namorado?

Madalena: O Tiago, mãe!

Eu: Mas olha que para casares é preciso que ele também queira. Achas que o Tiago quer casar contigo?

Madalena: Não sei, mas tenho que tratar disso!!!

Pronto com esta fiquei arrumada!!!!

Já estou a começar a prever que vou te muitos problemas com esta menina! Ou então não, ela simplesmente sabe bem o que quer e que para isso tem que se meter ao caminho e lutar!

Agora ouçam a musica e sejam felizes!

 

Como “escolher” menino ou menina, segundo o meu marido

Era bom, ou então não, escolher o sexo do nosso bebé. Eu nunca escondi que da primeira gravidez queria uma menina e desta também gostava que tivesse sido uma menina só porque sou forreta como a minha mãe diz. Gostava de poder aproveitar todos os vestidos e saias da Madalena para este bebé. Mas quis o destino que eu fosse agraciada com um rapaz! Fiquei em choque confesso porque só descobri que seria um rapaz já meio da viagem e “normalmente” sabe-se que é um menino mais cedo do que se for uma menina. Passado o choque (que durou apenas uma meia hora) já só penso no meu menino e no como o pai e os avôs o vão convencer de que o futebol é a melhor coisa do mundo.

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Ora o meu marido, cientista e sabedor das coisas da genética, cromossomas e cenas tem uma teoria de como “escolher” o sexo do bebé. Ele até me escreveu um artigo para o meu outro  blog no qual já não escrevo faz tempo. Ora aqui vai um excerto daquilo que ele escreveu para lá:

“É possível usar a ciência para tentar influenciar um pouco as probabilidades de se ter um menino ou uma menina. Se os pais tiverem preferência por um menino é possível tentar prever a ovulação (dias após a menstruação, temperatura do corpo) e tentar “apanhá-la” um pouco mais tarde. No entanto, há que recordar que um óvulo não fertilizado tem um tempo médio de vida de apenas 12 a 24 horas, e a janela de tempo para o fazer com sucesso fica bastante apertada. No caso de os pais terem preferência por uma menina é mais fácil (e mais divertido) manipular estas probabilidades. Uma vez que o objectivo é “apanhar” a ovulação bem cedo, a melhor forma de o fazer é ter relações sexuais mais frequentemente. Assim, durante o período mais fértil (cerca de 10 a 18 dias após a menstruação) a melhor opção é fazê-lo de 12 em 12 horas. Deste modo, mesmo que não tenham uma menina não vão ficar tristes e vão certamente divertir-se bastante a tentar.”

Quer me parecer que ele me enganou…. e diga-se de passagem que desta  vez não funcionou!