Já cheira a Natal

Hoje finalmente arrumei a roupa de verão da Madalena. Guardei tudo numa caixa sabendo que no próximo ano mais de metade do que está lá dentro já não lhe vai servir, mas custa-me desapegar-me daquelas roupas. Têm histórias diversas entranhadas nos seus fios histórias e aventuras que não há máquina de lavar que as apague.

A Madalena aproveitou para brincar com a caixa, como é da praxe. Depois de tudo arrumado fui buscar a árvore de Natal, os respetivos enfeites e o meu presépio da Playmobil. Ela estava louca só queria meter bolas e mais bolas, de preferência todas em cima umas das outras. Não foi uma tarefa fácil mas diverti-me imenso com a capacidade de desenrasque dela. Se não dava para pendurar as bolas nos ramos vai de usar os fios das lâmpadas.

A parte mais interessante foi quando eu abri a caixa do presépio. Ela prometeu não estragar, mas tem andado o dia todo a fazer viagens ao presépio para lhe acender uma luz que ele tem. Até que sem eu ver a roubou para usar nas suas brincadeiras. Cheira-me que este presépio vai ter um layout diferente a cada dia senão a cada hora.

Não importa, já cheira a Natal e com ele cheira também a festa é celebração em família.

Quando o telefone toca…

Quando o telefone toca e vês o número da escola da tua filha o teu coração acelera deixas de respirar e só desejas que a pessoa que está a ligar seja rápida a dizer-te o que se passa.

Hoje aconteceu isso mesmo. Acho que só ouvi algumas das palavras que a educadora disse… imediatamente respondi 15 minutos e estou aí. Larguei tudo e corri para a escola.

O cenário não era bonito, havia a possibilidade de ela ter enfiado no ouvido algo porque se queixava de ter o ouvido encravado. Eu nem queria acreditar que ela tivesse metido algo no ouvido e confirmou-se nenhum objeto estranho no ouvido apenas inflamação. Foi medicada e dormiu 2h30 de seguida coisa que já não acontecia faz meses.

Ser mãe é estar sempre em sobressalto e com o coração a bater fora do peito.

Os trabalhos de casa

Há quem os ache uma tolice quando se tratam de crianças pequenas como a Madalena. Eu gosto de fazer coisas com ela que depois ela leva para a escola toda feliz.

Este mundo dos trabalhoso dos trabalhos de casa tem muito que se lhe diga. Existe toda uma competição entre as mães. Não importa se a criança participou ou não desde que o trabalho dela seja o mais bonito. Se envolver algum tipo de concurso ou votação aí torna-se difícil qualquer mãe não querer entrar na competição.

Na escola da Madalena, ai de mim se chamo creche à escola quando ela está a ouvir a creche era a outra, não me pediram trabalhos de casa até agora. Estava a estranhar não aparecer nada. Apenas houve um pedido de uma foto da família. É agora o pedido de um presépio que seja uma verdadeira obra de arte.

Na creche onde a Madalena estava antes, por esta altura já tínhamos feitos vários trabalhos, lembro-me de um do Halloween era uma aranha e um do dia do pijama onde tínhamos um pijama para devorar. Como é óbvio a aranha era uma aranha menina e o pijama era cor-de-rosa e cheio de lantejolas.

Ao entrar no corredor que dava acesso às salas na creche mergulhava no mundo deles. Via os trabalhos a aparecer e depois a desaparecer para dar lugar a outros novos. Gostava de ver não só os da minha filha como os dos outros meninos. Havia uma enorme diversidade de trabalhos com formas diferentes de trabalhar para o mesmo tema. Eu também tinha a minha vida regrada pelos acontecimentos especiais da escola. chegada do outono, a semana do animal, o dia do pijama em que toda a creche ficou invadida de fadas (história do ano passado era sobre a fada que partiu a asa), a chegada do advento e a passagem dos vários sábados. Era feliz e não sabia!

Conclusão tenho um “concurso de mães” com dia 27 como data limite de entrega. É agora ando aqui às voltas porque quero fazer algo que permita a Madalena participar que no fundo é o mais importante.

Coração apertado

As mães têm o super poder de curar tudo com beijinhos, mas a mãe aqui ainda não conseguiu curar gripes.

Fico com o coração apertadinho quando ela está doente e só tenho vontade de a meter no colo como fazia quanto ela tinha apenas meses e envolê-la nos meus braços. Hoje ela ainda cabe no meu abraço, e sempre caberá, mas, já não fica toda protegida por ele. A vida é assim, os filhos crescem e deixam de caber no ninho e têm que lidar com as coisas boas e menos boas sem os beijinhos da mãe que curam tudo. Mas dê o Mundo as voltas que der, tu Madalena terás sempre os braços da mãe para te envolverem na medida que mais precisares e beijinhos para te curarem.

Eles não crescem

Os homens são eternos garotos, vai ser sempre assim. A idade não lhes passa pelo espírito. E o de cá de casa não é excepção. Tudo é motivo e desculpa para fazer una graçola.

Boa disposição é sempre uma coisa boa, e graças a ele temos sempre muita disponível. O problema é quando se trata de educar a Madalena, ele é o primeiro a rir-se com as tolices dela. Está sempre a aprontar uma nova. Hoje o jantar tinha esparguete e não é que o menino se lembrou de encher a boca e deixar metade do esparguete do lado de fora. Levanta os olhos do prato e vai de mostrar à filha o lindo serviço. Arrependeu-se numa fração de segundos mas, mesmo assim foi o tempo suficiente para eu lhe fazer cara de má.

Ora eu ando sempre a dizer que não se brinca com comida e o pai faz uma coisa destas! Não me zanguei e ainda acabei por me rir da situação e comentei com ele que ainda está para chegar o dia que ele vai crescer.

És uma eterna criança sempre disposto a brincar e a fazer piadas sem graça nenhuma, e na verdade também é por isso que eu te amo.