Não! Eu é que sou a mãe dela.

Antes de mais quero dizer que ela fica e ficará com os avós sempre que ela e eles quiserem. Sei que eles estão lá sempre disponíveis para ficar com ela. Os dois primeiros anos de vida dela ficou com os meus pais em vez de ir para uma creche ou uma ama. E isso vale mais que um camião cheio de ouro. Confio a minha filha (e vou confiar o meu filho) com os olhos fechados aos meus pais. Muitas vezes podemos não estar de acordo na forma de fazer as coisas quando se trata da Madalena mas acabamos sempre por nos entender.

Li o post da Inês no Entre m’s e parecia que tinha sido eu a dizer/escrever aquelas palavras. Além daquilo que ela diz sobre os avós não terem que mudar a vida deles só para meu belo prazer há outra coisa que os avós não são obrigados a fazer. Ficar com a minha filha quando ela está doente.

Tenho a certeza que o fazem com todo o prazer e carinho que ela necessita. Tal como têm feito nestes dias em que ela está em recuperação. Mas a mãe dela sou eu. É de mim que ela deve receber os carinhos quando está a choramingar por lhe doer algo. Sou eu que tenho que lhe limpar o ranho ou vomitado. Também foi para isso que eu escolhi ser mãe. Cuidar da minha filha é algo que eu quero fazer e não algo que eu deva fazer por obrigação. Mas infelizmente a vida não permite que uma mãe falte ao trabalho por da cá aquela palha.

Já cheguei a ouvir, porque se toma como adquirido os avós da Madalena assumiram o barco, mas porque é que ela não fica com os avós? Porque não vão os avós buscá-la?

Apesar de nunca me ter sido feito nenhum comentário ou acusação que envolva o assunto sinto sempre que sou julgada por querer abandonar tudo e só cuidar da minha filha. Até chego a sentir um pouco de culpa, mas momentanea porque a minha filha está e estará sempre primeiro.

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A resposta que da vontade de dar quando ouvimos estas coisas é:

Porque eu é que sou a mãe dela!

Qual a melhor forma de saber que o nosso filho está a melhorar?

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Volta ter energia suficiente para fazer traquinices e dar-nos cabo da paciência.

Imagino se não estivesse doente!

Infelizmente não consigo fazer magia.

Ver a minha filha doente quebra-me o coração e destroi-me por dentro.

Mas só depois dela estar a dormir e eu estar sózinha é que posso baixar os braços e deixar-me cair. No fim sobra sempre um bocadinho de forças para me levantar e dar mais um bocadinho de colo e uma catrefada beijinhos que curam.

Mãe, é ser invencível e com força nem sabe que existe.

Quando é que isto acaba?

Esta mudança constante de temperatura já me está a irritar. E olhem que não se deve irritar uma mulher grávida!

Graças a este tempo com problemas de bipolaridade tenho a miúda doente desde o inicio do mês. Ele é tosse, ele é ranho, ele é falta de apetite… E agora vieram as dores de ouvidos…

Não vou culpar o São Pedro como todos nós costumamos fazer, culpo sim o Homem que não sabe cuidar da sua casa. Cada vez mais se vão sentir estas mudanças; é bastante assustador pensar como será a nossa vida daqui a 40 ou 50 anos.

Bolas pá o que 2 noites sem dormir fazem a uma mãe… Em vez de estar a reclamar com o São Pedro anda para aqui a pensar no aquecimento global e no efeito de estufa. O que eu não daria por duas ou três noites a dormir tranquilamente sem ter que me levantar pelo menos umas 4 ou 5 vezes para ir fazer xixi e mais umas 2 ou 3 para ir acalmar a filha ou voltar a tapá-la.

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Mãe sofre, reclama, anda cansada mas acaba sempre por esquecer estas coisas todas quando os filhos estão bem.

Cinderela… a minha

A Madalena ADORA cantar. Passa o tempo todo a cantar, mesmo quando devia estar calada. Defeito herdado de mim que sou uma tagarela. Esta sempre foi uma característica que me definiu e não me incomoda que ela seja assim. Não quero que ela mude e que seja uma menina quieta e calada só para me agradar.

Voltando às cantigas da Madalena, ela nem sempre canta canções perceptíveis. Muitas vezes inventa (cria) as letras e até inventa as músicas.

Hoje acordou a cantar a música da Cinderela do Carlos Paião. O mais espantoso é que apesar de eu saber a música e até gostar dela não me recordo de a ter colocado a tocar uma única vez cá em casa desde que ela nasceu.

Ela ouviu/aprendeu na escola.

Fiquei muito feliz por ver que a minha filha aprendeu e gosta de uma música que me leva para a infância e para os dias felizes que tive.

Espero que daqui a uns anos quando ela for crescida, quem sabe mãe, ouça esta pérola da música portuguesa e viaje no tempo assim como eu!