A festa de Natal

Na sexta-feira foi a festa de Natal da escola da Madalena. Para nós é uma estreia desta coisa de festas de Natal com direito a actuação da pequena. A Madalena portou-se bem, agiu como uma estrela… Até faz caras e tudo quando está a actuar. Não se limita a dançar mas interpreta mesmo a canção. A canção da sala dela foi a música da Carolina Deslandes – A Vida Toda. Aqui a mãe conseguiu conter as lágrimas, mas veio de coração cheio para casa. Os meninos estavam bem ensaiados e até cumpriram bem aquilo que tinham que fazer.

Agora vamos à análise de todo o cenário da festa. Eu não fazia ideia do que esperar de um dia destes, mas o cenário que me foi apresentado não estava nem próximo dos meus pensamentos. Eu e o Mário fomos juntos para a festa, chegámos 15 minutos antes e pensámos que ainda estávamos a ir muito cedo. ERRADO!!! As palavras do meu marido quando entrámos no salão onde ia ser o espectáculo foram: “Afinal era suposto tirar o dia de trabalho e vir marcar o lugar logo a seguir ao almoço!” Havia montes de gente sentada e muitas delas estavam a marcar vários lugares usando para isso chapéus de chuva, casacos e malas e sempre equipados da sua cara mais feia. Não fosse alguém atrever-se a pedir para se sentar num daqueles lugares preciosos. Ao olhar para as caras das pessoas apercebi-me que no publico da festa estavam não só os pais mas a família toda destas crianças. Já estava a prever que a festa ia ser uma confusão.

Assim que os meninos começaram a sua actuação foi como se por geração espontânea tivessem aparecido montanhas de telemóveis (alguns equipados com o selfie stick) e/ou maquinas fotográficas (algumas também com tripé) que diga-se de passagem não captam imagens nenhumas de jeito naquelas condições de luz e distância do palco. Eu mesma também tirei umas fotos à minha filha, mas sem sair do lugar e levantando-me uns segundo para o fazer e vi que estão uma m”#$%. Assim que as pessoas se colocavam de pé para filmar ou fotografar ouvia-se um coro de vozes a reclamar que não conseguiam ver nada. Se olhássemos para trás percebíamos que essas pessoas não estavam interessadas em VER mas sim em FILMAR. Ah já me esquecia, até havia uns que ligavam o flash do telemóvel, cegando as outras pessoas quando mudavam de direcção…

Havia muitos poucos pais realmente interessados em VER e DESFRUTAR daquele momento que não se vai repetir. E acredito que ver uma filmagem cheia de grão e com montes de cabeças à frente nos dará algum prazer. Eu até acho que muitas daquelas pessoas nunca mais vão ver aqueles filmes e ou fotos… Eu que sou uma adepta de fotos em papel sei que nunca iria imprimir alguma dessas fotos, ou seja ficariam perdidas para sempre num qualquer computador ou telefone.

A festa de Natal foi verdadeiramente para a Madalena, que teve os seus 5 minutos de fama. Nós ficámos felizes por ver como ela leva uma tarefa como esta a sério e como estava feliz!

 

Se ela está feliz eu também estou

Hoje foi o tão esperado musical do Panda e os Caricas, valeu cada centimo que paguei pelos bilhetes. O espetáculo está bem organizado e contam sempre uma história onde conseguem inserir as músicas que os mais pequenos gostam. Os pais também gostam (pelo menos os dois cá de casa e os dois que foram connosco) e cantam todas as músicas do princípio ao fim. Eu fico tão feliz ao vê-la a cantar e a dançar aos pulos no pequeno espaço que lhe é reservado.

Ficamos na bancada e acho que muito bem colocados, porque a plateia mesmo estando mais próximo do palco os miúdos não veem nada e por isso passam o tempo todo em pé nas cadeiras. O espetáculo foi no campo pequeno que acho que tem este nome devido ao tamanho reduzido para colocar as pernas quando estamos sentados. Eu que tenho 1.80m fico com os joelhos a bater na cabeça da pessoa da fila inferior. Oh senhores Caricas quando é que passam a fazer o espetáculo no altisse arena (o antigo Meo arena) para termos mais espaço. De certeza que iam encher aquilo, se o Carreira consegue, para o Panda será canja!

Foi um dia cheio de emoções que começou em sobressalto porque aquí a mãe já ia atravessar a ponte quando se lembrou que não tinha os bilhetes com ela. Valeu-nos o fato de irmos com muito tempo de antecedência. Andamos com o carro dentro de um elevador e ainda andamos de metro. O dia foi tão cheio que os mais pequenos foram vencidos pelo sono e o tempo de passeio na wonderland foi transformado num bom bocado de conversa sentados a apanhar solinho com os meninos a dormir no colo doce da mãe!

Ps: ainda tenho que vos contar como foi a festa de Natal da escola da Madalena.

Dia de festa!

O aniversário não é só dela. Também é meu e do pai. Festejamos não só o fato de a Madalena ter mais um ano de vida. Festejamos o dia em que nos tornamos mãe é pai. Tu já eras nossa filha desde a concepção, mas nós só nos tornámos verdadeiramente pais no dia em que nasceste. Nesse dia passei a ter o coração a bater fora do peito, a dormir menos e a amar muito mais.

Ontem tiveste direito a 2 bolos feitos pela avó Edite. Um que levámos para a escola e outro para cantar os parabéns em casa.

Hoje foi o dia da festa com a restante família. E o avô José surpreendeu-nos com um bolo de aniversário, conclusão hoje a Madalena teve novamente 2 bolos. Foi um dia cansativo mas valeu a pena.

E

Ela foi feliz e nós também. Que venham mais dias cheios de alegrias e convívio com a família.

Foi um dia minionesco!

A minha vida ficou muito mais feliz

Faz hoje 4 anos que nasceste. Já sabia que te amava mais que tudo, mas nunca pensei que o significado da palavra amar fosse tão diferente do que eu conhecia. Este amor que cresce a cada dia, que só sabe multiplicar-se e nunca dividir-se. Amar-te a cima de todas as coisas e mais do que a mim mesma. A palavra mãe é pequena demais para conter tudo aquilo que ela significa e representa.

Nunca tive medo do parto sabia bem que era a única forma de te ter nos meus braços. Estava super calma, acho mesmo que eu era a mais calma de todos.na terceira ida ao hospital disse à enfermeira na urgência que já só saía dali contigo no colo. Nasceste à 10h52 (posso estar enganada por uns minutos, mas sou horrível com números) com 2.960kg. Eu tinha uma barriga enorme mas tu eras elegante. Foste uma querida e deixaste a bagagem toda quando saíste e eu continuei grande. Quanto a amamentar e ter leite para te alimentar é outra história para outro post.

Soube imediatamente que tu eras perfeita para mim, nem imaginava como irias ser tão parecida comigo. Não só em feições mas também em feitio. És teimosa e persistente não sabes ouvir um não. És um doce de filha, agora estás sempre a vir ter comigo para me dares um beijinho e eu fico derretida.

Nunca tenhas medo de expressar os teus sentimentos ninguém te puderá parar se fores verdadeira e e fiel aos teus princípios. Espero conseguir passar-te os mais correctos, mas tu é que vais escolher os que vais adoptar. Quero que um dia sejas uma mulher bem sucedida naquilo que escolheres, mas mais que bem sucedida quero que sejas feliz. Sem seres refém daquilo que a sociedade acha correcto.

Mas ainda falta muito tempo até teres que pensar nessas coisas. Agora continua a ser criança sem pressa para crescer. Brinca muito porque ser adulto é já não ter todo o tempo do mundo para brincar como tu tens.

Parabéns meu tesouro a mãe ama-te muito e isso nunca vai mudar.

Cuidado com a água

Este ano decidi meter a Madalena na natação, e por arrasto lá tenho que ir eu também meter o cú de molho! A minha decisão prendeu-se com o facto dela ter adquirido um medo inexplicável à água. Quando vamos à praia ela brinca com água, mas no seu balde e na sua poça, longe das ondas do mar. Arrisca a ir molhar os pés e chapinhar mas nunca foi por livre vontade molhar mais que os tornozelos. As vezes que eu tentei levá-la ao colo para dentro de água mesmo sem ela tocar na água a gritaria era de tal forma que acabei por desistir de o fazer. Na praia fluvial a história é parecida mas o medo é menor e ela já se arrisca a sentar-se dentro de água e chega a ser uma tarefa quase impossível tirá-la de lá ao fim do dia.

Até cheguei a conseguir que ela se metesse dentro de uma bóia e andasse a flutuar um bocadinho, mas não se entusiasmem porque à segunda tentativa começou o berreiro e quem acabou por brincar com a bóia fui eu e o pai.

Em casa, até irmos para a natação, ela recusava-se a tomar banho de chuveiro. Só de o ver começava o berreiro e continuava a tomar banho na banheira de bebé, mesmo ela já não cabendo lá dentro, porque na minha casa só temos poliban.

O dia da natação não é fácil, muitas vezes ela começa a dizer já em casa que não quer ir. Mas com muito jogo de cintura e uma dose extra de paciência lá acabamos por ir. O primeiro dia foi um pesadelo, para ela e para mim. O pai acompanhou-nos do lado de fora da piscina, e percebemos que foi má ideia. Ela fez o costume, quando um de nós a contraria ela recorre ao outro. E como tal passou metade da aula (15min) a chorar pelo pai e a pedir para sair da piscina. O pai saiu para ir ao telefone (mentirinha, já tínhamos combinado que se a coisa estivesse feia que o pai saia) e a coisa acalmou. Vitória da primeira aula, ela entrou dentro de água ao meu colo e esteve lá dentro meia hora de seguida. É verdade esteve parte do tempo a chorar e sempre agarrada com mãos e pés a mim. Na segunda aula fomos só as duas e por milagre e para espanto meu não houve choro. Não pensem que desde aí tem sido tudo rosas, que não é verdade ainda temos direito a choramingas. Um dia de cada vez, uma vitória a cada dia. Já andou em pé dentro de água mergulhada até ao pescoço, andou agarrada a pranchas sem eu a estar a segurar, já nada de costas e de bruços sempre comigo a agarra-la. Agora não a salpiquem ou lhe molhem a cabeça que a princesa não gosta.

Já tomamos banho de chuveiro as duas na piscina e em casa ela já brinca e somos mais felizes quando o assunto se refere a estar de molho.