Baby Blues

Ou como eu costumo dizer: Raios parta as p”#$% das hormonas.

Muitas mulheres no pós-parto passam por uma perturbação emocional conhecida como baby blues. Ora no que consiste esta coisa do baby blues? A mulher pode estar num estado de tristeza, melancolica, desconfortável e com acessos de choro constantes.

E porque raio venho eu falar disto agora?

Porque foi exactamente assim que eu me senti logo após a Madalena nascer. Tudo me fazia chorar, ou chorava porque as roupas dela lhe ficavam grandes ou chorava porque as minhas ficavam pequenas. Chora até porque alguém perguntava porque estava eu a chorar. Foram uns dias horriveis. Estava feliz como é obvio, tinha o maior tesouro da minha vida nos braços mas não tinha qualquer controlo das minhas emoções. Quando vamos visitar alguém que teve bebé, ou falamos com alguém sobre o pós-parto e o vir para casa raramente se fala disto. Nunca ninguém me tinha dito que ia levar MEGA chuto no cú das p”#$% das hormonas.

Felizmente no meu caso foi mesmo um baby blues, que é caracterizado por durar apenas uns dias, mas existem mulheres que acabam mesmo por entrar no estado de depressão pós-parto. Muitas mulheres entram em depressão porque se sentem tristes (culpa das hormonas) quando a “regra” diz  que elas têm que estar felizes e por isso desenvolvem sentimentos de culpa e isolam-se… Sendo muitas vezes necessário recorrer a ajuda profissional para saírem deste estado.

Quem já foi mãe sabe, e quem não foi imagina,  que existem uma quantidade enorme de ajustes a fazer na sua nova relação mãe/filho, que a privação do sono, e as alterações na vivencia familiar podem muitas vezes influenciar o nosso estado de espírito e a nossa sanidade mental. Por isso pais lá em casa tenham um bocadinho de compaixão de nós e perdoem-nos as mudanças repentinas de humor, o aspecto menos cuidado, o choro descontrolado, a falta de carinhos e mimos… São as hormonas… elas vão dar tréguas… nós é que podemos ficar “um bocadinho” afetadas e nunca mais voltarmos a ser a mulher que apenas tinha um amor para cuidar. Desculpem-nos mas vocês virão sempre depois dos filhos…

In Good Hands - mother with twins print by Katie m. Berggren

Bem sei que as p!”#$ das hormonas vão estar lá à minha espera depois do parto para me f!”$#$ o juízo, mas agora já sei… não me vão apanhar desprevenida! Nem sozinha, que desta vez tenho além de um bebé para cuidar uma princesa que nunca me deixa ficar triste ou com tempo para estar com choros parvos!

 

Sobrevivi

A temporada de praia da Madalena com a escola termina hoje. Não vos vou mentir foram 15 dias do demo. Entre acordar cedo, tomar o pequeno almoço a tempo e horas, preparar mochilas, esperar pela saída do autocarro só para lhe dizer adeus mais uma vez… isto tudo antes das 9h da manhã.

Seria de esperar que ela chegasse a casa super-cansada, mas não! Ela não quer sequer pensar em dormir cedo… queixa -se que ainda é de dia. Mas lá acaba por adormecer, algumas das vezes depois de mim.

Os dias têm estado tristonhos, mas nada desmotiva todas aquelas crianças. Todos os dias lá vão eles de toalha aos ombros felizes por irem brincar na areia.

E eu sobrevivi, consegui deixá-la voar, consegui voltar para casa sem estar sempre a pensar que ela ia precisar de mim.

AGUENTEI-ME sem ir ter com eles à praia, sem ir espreitar se ela estava bem.

Estou cansada, mas muito feliz porque ela teve uns dias felizes cheios de coisas novas e que com toda a certeza a fizeram crescer mais um bocadinho.

Para o ano somos mais

Domingo, dia 8 de Julho, o dia tão esperado pela Madalena.

Apesar de já não ver tanto o canal Panda, continua a ter uma paixão louca pelo Panda. Sabe as músicas todas de uma ponta à outra…

E por isso hoje lá fomos nós, acompanhados dos primos festivaleiros e parceiros nesta coisa de actividades dirigidas às crianças.

Sei que muitas pessoas não gostam deste tipo de actividades, sei também que outras tantas ou até mais não podem gastar tanto dinheiro em “coisas destas”. Também concordo que o valor que pedem por 3 bilhetes é um bocadinho elevado, mas tanto eu como o meu marido, não nos arrependemos em nada, nem choramos o dinheiro que gastámos no festival.

A Madalena continua com “medo” ou talvez a melhor palavra seja intolerância aos bonecos gigantes. Gosta de os ver é lá ao longe de preferência em cima do palco, ao contrário dos outros miúdos não quer dar-lhes abraços nem tirar fotografias com eles. Por outro lado está cada vez mais aventureira e destemida nos insufláveis. Foi uma animação e uma correria de um insuflável para o outro.

Quando chegou a hora do espetáculo foi vê-la a delirar com os saltos e passos de dança do Panda.

Ela estava feliz e quem faz a minha filha feliz também me faz a mim.

Para o ano… teremos mais um festivaleiro para juntar ao gangue.

Dia do beijo

Não começou tudo com um beijo…

Mas foi o primeiro beijo que eu te roubei naquele dia deu o tiro de partida para a nossa vida a dois.

Hoje já não damos tantos beijos como naqueles primeiros dias, meses, anos… bolas já passaram 14 anos.

Hoje dou (damos) mais beijos à nossa menina, a princesa da casa.

O nosso amor cresceu e vai dar novamente fruto em breve vamos ter o nosso príncipezinho para encher de beijos.

Primeiro dia de praia com a escola

A Madalena estava num excitex tal que acordou às 6h30. Veio ter à minha cama com um sorriso que iluminava o quarto, e já agora a rua que estava com cores de inverno. Disse-lhe que ainda era cedo que podia dormir mais um bocadinho na minha cama.

Qual dormir, qual quê! Ela queria era começar a despachar-se.

8h15 toca a levantar da cama a meter protetor e a vestir o fato de banho. Como o dia está mais para inverno do que oara verão tentei preparar o pior cenário… “olha que com o tempo assim a escola pode decidir não ir à praia.”

Mas nada deste mundo lhe tirou o sorriso dos lábios.

Tomou o pequeno almoço num instante e lá fomos a caminho da escola. Ao chegar estava tão feliz que eu fui colocada em segundo plano em 2 tempos. Não antes de me dizer: “Mãe tu não podes ir porque estás muito gorda.”

Um amor a minha filha.

Nao fui capaz de me vir embora.

Não sem antes a ver a entrar no autocarro com todos os outros meninos com a sua toalha da minie às costas e com o seu sorriso a iluminar o dia cinzento.

Hoje abri mão dela, não fui egoísta, não pensei em como me vou sentir por não estar sempre com os olhos postos nela enquanto ela brinca à beira do mar…

Vamos ver se consigo aguentar-me 15 dias sem ir ter à praia… para depois ver como ela é feliz sem eu estar sempre ao lado dela.