Trabalhos manuais ao Kilo

Estes dias em casa obrigam-nos a arranjar estratégias para ocupar as crianças, como todos já sabem.

A escola dos meus filhos só mandou uma proposta de trabalhos a fazer na segunda semana de distanciamento social, o que fez com que eu fosse obrigada a arranjar coisas para ocupar a Madalena.

Se nos primeiros dias toda eu era ideias e vontade de “fazer coisas” ao fim de 28 dias a coisa já começa a ser complicada.

Não só para mim, mas também para a Madalena. Já tudo é um aborrecimento… Ela que adora pintar e fazer desenhos já nem quer saber das tarefas que a educadora mandou para esta semana.

Ela que adora dançar não quis saber de umas aulas em directo que lhe meti na tv… disse-me com o ar mais aborrecido do mundo: Eu já sei dançar, para que quero eu aulas.

Qual é a coisa que a deixa feliz (pelo menos por agora)?

O FROZEN!!!

Por ela estava o dia todo a ver o Frozen 2, e a cantar MUITO MAIS ALÉMMMMMM!!!

Já eu estou muito mais além… porque parece que perdi o cérebro num qualquer canto desta casa.

Se isto dura muito tempo ainda me vão a ver a mim também a cantar também aos gritos MUITO MAIS ALÉMMMMM!!!

Estamos em casa

Estamos em casa, resguardados desde dia 13 de Março.

Não demora muito estamos aqui os 4 fechados há um mês.

O que aprendemos com isto tudo?

Que temos que ser mais tolerantes, que podemos ser melhores e dar mais valor aquilo que temos.

#dia18 ficámos perdidos no tempo.
Pela primeira vez a mudança de hora teve efeitos secundários na minha vida.
Acordar a horas estranhas, tomar o pequeno almoço tarde, almoçar fora de horas… Quando dei conta já estava em frente ao fogão novamente.
Esta #quarentena serviu para eu ainda passar mais tempo na cozinha. #euficoemcasa mas não saio da cozinha. Também passam pelo mesmo desse lado?
#dia19 e ela esteve a jogar damas com o pai.
Pequenos prazeres no meio desta #quarentena . #euficoemcasa e muitas vez fico louca com a confusão que estes dois meninos fazem.
Eu não digo que o #panda é que a sabe toda.
#dia20 da #quarentena e foi à rua buscar comida… E reparem que tem 2 pastéis de nata, um bife,um pãozinho e para que a coisa ficasse bem light uma alface.
Só resta saber o que estava no copo, porque pela posição dele cheira-me que água não era. Ele já nem se aguenta direito!
#euficoemcasa e #euficolouca mas é o que há disponível.
Fiquem seguros! 😘
#dia16 e este sábado só não pareceu sábado porque não saí de casa a correr para ir dar catequese.
A Madalena fez o coelho da páscoa do irmão, que prefere passar do seus “tempos livres” a dormir. Ganhou-me ao dominó (nunca fui muito boa em jogos) e brincou muito com o irmão.
Afinal #euficoemcasa nas consegui desfrutar dos meus filhos de uma forma que normalmente não consigo. Ando sempre de olho no relógio ( ainda ando mas menos stressada com isso) e com mil coisas a fazer (ainda tenho mas com menos culpa de as não conseguir fazer). Resumo da coisa: SEJAM FELIZES (ah e bebam um copo de vinho que facilita).
#dia17 e a mãe lembrou-se que era boa ideia deixar o Pedro pintar com tintas.
Ele gostou tanto que o difícil foi tirar-lhe os pincéis da mão.
#euficoemcasa mas ideias para passar o tempo não faltam. #quarentena não é sinal de aborrecimento e tempo livre para borregar (pelo menos cá em casa). 
Os presentes de natal e de aniversário dela têm rendido bastante.
Depois de desembrulhados as caixas foram “escondidas” e depois vamos explorando um de cada vez.
Já era uma estratégia que eu usava antes e tem sido muito bom nesta #quarentena ter coisas novas para a ir distraindo.
#dia23 e arranjei algo que serve para miúdos e graúdos.
Histórias em cubo.
7 cubos com imagens diferentes que quando lançados dão o mote para a história que temos que contar.
Ocupou a Madalena na pintura e a mãe na montagem.
Já me tinha esquecido de como era esta coisa de trabalhos manuais com cola e afim. É também uma bom escape para mim de tudo o resto que “ocupa” o meu dia.
Faz bem a todos… Foi uma boa aposta para os dias de #quarentena que ainda aí vêm.
#dia22 e voltei a meter a miúda a trabalhar que isto não pode ser só comer!
Pão de mistura e pão com chouriço. …eu sei que não devíamos comer carne às sextas em tempo de Quaresma, mas como eu já deixei de saber em dia estou não faz mal.
Estamos em casa fechados e por isso vemo-nos obrigados a sair do conforto e vamos descobrindo talentos escondidos.

Eu

Eu pelos olhos/mãos da minha filha.

Enquanto eu mudava a roupa toda ao Pedro ali mesmo dentro do carrinho porque o xixi transbordou (lá se foi o look giro da festa) , ela resolveu usar o meu tlm e tirar selfies e no meio delas estava esta.

Estou feliz, mesmo tendo de mudar o puto dos pés à cabeça no meio de uma festa dentro do carrinho e de muita confusão. Mesmo com a minha filha a moer-me a cabeça porque queria voltar para casa pois já antevia os tão temidos foguetes.
Mesmo o meu marido tendo saído só para ir ao carro e nunca mais voltar.

Na verdade o que eu quero dizer é não estou feliz eu SOU feliz.

Porque tenho a graça de passar por estas coisas todas… Porque tenho dois filhos (que às vezes me fazem perder a cabeça) e um marido (que às vezes também me faz perder a cabeça). Porque tenho a MINHA família que é o meu tesouro.

Obrigada Senhor por tudo o que me concedes. A única coisa que te peço é saúde para cuidar destes 3 pestinhas.

#trapices #vidademae #maededois #familyfirst

Toca a meter as mãos no barro

Podia dizer que foi o meu filho de 16 meses que fez a pedido da educadora. Porque toda a gente sabe que os nossos filhos são sempre mais prendados que os filhos dos outros.
Mas não foi mesmo aqui a mãe que esteve a fazer noitada a fazer esta linda obra de arte para entregar na escola com 3 dias de atraso.
O pedido foi um animal da quinta feito em barro para ser incluído no presépio coletivo da escola.porco.jpg

Ora bem todos aqueles anos a brincar com plasticina tinham que ter alguma utilidade!

Pumba saíu um porco 🐷!

 

Pois é, como uma desgraça nunca vem só chegou a vez da Madalena.  A tarefa dela é mais exigente pois teria que fazer com o quadrado de barro que lhe deram uma lavadeira.

Leram bem, uma L A V A D E I R A!!!

A minha reação quando a educadora me disse o que era suposto fazer com o aquele quadrado de barro foi: E não quer sugerir algo mais complicado porque eu acho que uma lavadeira é simples demais.

A Madalena não se deixou intimidar pela tarefa pedida. Fez um plano em papel (que infelizmente eu não fotografei e como acabou todo sujo e foi parar ao lixo).

E eu que sou mais dos trapos pensei, tenho que dar a volta ao problema de outra forma. Fui à minha caixa dos trapos e fiz uma trouxa e um avental.

lavadeira.jpgAs duas juntas moldámos o barro e o que saíu foi a bela lavadeira que vêm aqui na foto. Na verdade eu deixei a Madalena criar o que bem quis e apenas coloquei os reforços com arames e palitos e depois prendi a trouxa e o avental com alfinetes.

Eu não vou ganhar o concurso das mães (que todas nós sabemos que existe mesmo que não oficialmente), mas digo-vos a minha filha já ganhou o da lavadeira mais bonita e elegante!

 

 

Feliz Caminhar…

Nunca escondi a minha fé e aproveito todos os motivos para dizer que sou Catequista.

Faz dois anos meti-me numa aventura, se assim o posso dizer,  fazer o curso geral de catequistas. Para quem não sabe no que consta são 3 anos de formação, 2 dedicados à teoria onde aprofundei os conhecimentos relacionados com a Doutrina, Catequética, Pedagogia e Psicologia e um ano dedicado à prática.

Fui convidada pelo Pe. Rui Gouveia a escrever para o jornal da diocese de Setúbal (estou mesmo importante) e as minhas palavras foram as seguintes:

Sou catequista na paróquia de Nossa Senhora do Livramento – Sobreda há cerca de 20 anos. Ao longo destes anos procurei fazer formações e até já tinha feito o curso de iniciação para conseguir estar preparada para dar catequese. O CGC surpreendeu-me porque mesmo antes de estar terminado, já conseguiu abrir caminhos e a fornecer-me ferramentas importantes para dar catequeses melhores.

Dois anos, parece muito tempo, mas passou num instante e aquelas horas que passámos todos juntos serviram para nos enriquecer como catequistas e como cristãos. O papel do catequista e objetivo da catequese é colocar o catequisando em comunhão com Jesus. O catequista precisa de todos os recursos e ferramentas que o CGC lhe dá, mas, mais importante que isso ele tem que os viver no seu dia-a-dia.

A catequese não pode ser feita de discursos sobre teorias, que podem ser interessantes ou não, mas sim da mensagem de Jesus Cristo feita na nossa vida. E é porque acredito e amo a Jesus Cristo que quero cada vez mais conhecê-lo e dá-lo a conhecer aos outros. A partilha de experiências, o convívio e os momentos de oração e celebração entre os catequistas das diferentes paróquias e os diversos formadores, do meu ponto de vista, ajudou-nos a crescer não só como catequistas, mas também como cristãos. “

E porque estou hoje a escrever sobre isto?

Porque hoje é o arranque oficial do terceiro ano e eu estou num misto de medo e ansiedade, parece parvo para o comum dos mortais, mas esta sensação de estar a ser avaliada sempre mexeu com o meu sistema nervoso.

Mas querem saber, basta-me pensar que me propus a caminhar 20 Km a pé a caminho do Santuário de Fátima sem ter feito qualquer preparação física e a coisa correu MUITO BEM. A caminhada é dura, o dia seguinte custou a andar, mas a recompensa não tem medida. Assim será com o ano de estágio do Curso Geral de Catequese.

Uma caminhada que só me trará coisas boas.