Almofadas, venham almofadas…

Sempre gostei  de dormir com muitas almofadas. Vá na verdade quando digo muitas quero dizer pelo menos 2.

Mas agora nesta fase final da gravidez e em que me é impossível dormir como o comum dos mortais preciso cada vez mais de mais almofadas. Estou desejosa que a criança saía cá para fora só para poder voltar a dormir de barriga para baixo… que isto de estar limitada a dormir de lado não está com nada. Dormir de barriga para cima além de “fazer mal ao bebé” é proíbitivo porque fico com falta de ar e até um pouco mal disposta.

Isto vai a um nível tal que preciso de uma só para apoiar a barriga…

Todos os dias penso: “realmente ao que uma pessoa chega… O seu corpo muda tanto e a barriga toma tal dominancia do nosso dia a dia que depois de noite precisa de descansar na sua própria almofada.”

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A minha barriga tomou conta da minha vida ao ponto de eu ter que lhe ceder uma almofadinha para ela descansar de noite!

O que é bastante interessante é a maioria das pessoas dizer quando me vê com este barrigon ser: “aproveita para dormir agora que depois com o bebé pequeno não vai ser fácil.” Como se isto de dormir quando se está grávida e o nosso perímetro abdominal ter aumentado de tal forma que já não conseguímos ver os pés fosse fácil.

 

Pronto era isto!

 

 

Mãe de dois

Obrigada por me escolheres para carregar novamente o amor dentro do ventre.

Amor que cresce a cada dia e que inunda a minha vida.

Que eu saiba estar à altura desse dom que é ser mãe.

Quando era miúda e fazia planos de como seria a minha vida de adulta nunca me inaginei Mãe com dois filhos, mas a cada dia que passa eu sei que a minha vida não poderia ter de outra forma.

Sou Mãe Galinha

O Post da Memórias da M na sua página do Facebook fez-me recordar que não sou só eu que sou Mãe Galinha. Assim com maiúsculas e tudo!!! O filhote dela ia de viagem de finalistas e ela como mãe que é ficou de coração apertado.

Eu este ano passei por uma situação semelhante. A escola da minha filha organizou uma visita de 2 dias ao Porto, iam visitar o Museu de Serralves entre outras coisas. Ora é uma excelente ideia levar os miúdos aos museus e mostrar-lhes arte nada contra. O que falta contar aqui é que a minha filha tem 4 anos e os colegas dela têm entre 3 e 4 anos.

Mãe Galinha que sou, não consegui deixar minha filha ir nesta aventura. Houve muitos outros meninos que foram, e pelo que eu percebi depois do passeio, foi um sucesso entre miúdos e graúdos. Houve até uma amiga, que também tem o filho na mesma escola me disse: “Os filhos não são nossos, são do Mundo. Nós só temos que os ensinar a voar!”

Mas eu nao deixei a minha filha voar… não sinto que tenha feito a escolha errada. Não desta vez… Acredito que ela terá muitas outras oportunidades para ir conhecer o mundo sem ter as minhas mãos por perto para a segurar mas com apenas 4 anos no consegui! Fui egoísta, só pensei como eu me ia sentir sem a minha filha naqueles dois dias…

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Sou Mãe Galinha sim. E sempre serei!

E tal como lhe digo todas as noites, estou aqui sempre para lhe dar colo independentemente do seu tamanho e do voo que ela tiver que fazer.

Bodas de lã

A Lã é maleável, confortável e capaz de suportar todas as tempestades que vierem. Quanto mais unimos seus fios, mais resistente ela fica.

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Pode ser uma visão poética da coisa, mas que é verdade lá isso é!

Com o tempo temos que ser mais maleáveis e menos egocêntricos, só juntos conseguimos suportar as tempestades. E quanto mais nos unimos mais resistentes somos e mais fácil é enfrentar o dia a dia louco. É assim o casamento.

Será por isso que dizem que se durar 7 anos dura o resto da vida? 

 

4 de Junho

Tanto teria a contar sobre os 14 dias 4 de Junho que passámos juntos desde 2004. Mas vou contar-vos como correu o de ontem.

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A noite não ia ser nada de muito especial, apenas um jantar a dois como temos tentado fazer todos os anos, mas que caso não aconteça também não é um drama. Mas ontem ele chegou cedo do trabalho, foi comprar um presente para mim (coisa que nem sempre acontece porque não é “obrigatório” neste dia trocarmos presentes) e cereja no topo do bolo foi buscar a Madalena à escola.

Fomos jantar ao restaurante Indiano que já conhecemos bem. Não demorámos muito porque era dia de semana e tínhamos que dar banho e deitar a menina cedo. Quando estamos a voltar para casa o meu carro começou a fazer um barulho estranho como se eu fosse a arrastar um monte de plásticos. Intermintentes, telefonema para o pai, telefonema para a assistência em viagem… Boguinhas rebocado, porque partiu uma correia não sei do quê!

Começei o dia a rir-me do Mário porque o dia não lhe tinha começado bem, porque quando foi passear o cão e levou com uma cagadela de um passáro na cabeça! Acabámos mais ou menos da mesma forma.

Querem noite mais romântica que esta???

Na saúde de na doença… Nos jantares a dois, nos carros avariados e nas esperas intermináveis pelo reboque até ao fim das nossas vidas!!!