Já pode dar autógrafos

A minha filha não é um prodígio, mas para mim é a melhor do mundo. Hoje desafiei-a a escrever o nome dela e o que saiu foi muito interessante.

As letras não estão nos locais certos bem são as mais bem desenhadas, mas tendo em conta que não teve indicações nenhumas de como o fazer está perfeito.

Agora a minha estrela já está preparada para dar autógrafos ou assinar o livro de cheques.

Castanhas e ouriços

Dia de São Martinho e cá estão as castanhas vistas pelos olhos da Madalena.

Desenhei um ouriço da castanha e duas castanhas dizia-me ela quando vinhamos para casa. Fico deliciada com os trabalhos dela. Gosto ver como evolui e cada conquista é uma alegria. Descobri faz pouco tempo que ela tem usado a tesoura na escola. Cá em casa nem me atrevi a dar-lha, mas à dois dias ela descobriu uma minha e cortanhou uma folha minha. Só descobri o que ela tinha feito no dia seguinte.

Voltemos ao dia de São Martinho, em casa dos meus pais sempre se comeu castanhas nesta altura não fosse o meu pai da terra da castanha. Este ano eles não estão cá, exactamente porque foram apanhar as suas castanhas. Recebi hoje esta foto da minha mãe que estava toda feliz com a sua colheita.

Até à 4 anos atrás eu só comia castanhas cruas, adorava o cheiro delas assadas mas a textura não me convencia. Tentei comer fritas, também não iam por nada…cozidas nem pensar, mas cá em casa não se fazem assim.

Mas tudo mudou com a gravidez da Madalena. Eu sempre descasquei castanhas para os outros, aproveitava para aquecer as mãos, e um dos dias enquanto o fazia tive um impulso de provar novamente eis que se fez luz! Afinal castanhas assadas são boas! Para mim não podem estar muito assadas, têm que estar naquele ponto em que já estão moles mas ainda não estão farinhentas.

Nunca na minha vida pensei que passasse a comer castanhas de outra forma que não cruas.

Por isso: oh mãe volta e trás castanhas que a malta está cheia de vontade de as comer.

Me time

Cada vez mais preciso de tirar um tempo para mim. Tempo para fazer apenas coisas que me façam sentir bem! Naquele momento e depois dele acabar.

Hoje foi dia de zumba o meu passatempo favorito. Eu odeio fazer exercício físico, correr nem pensar, mas as aulas de zumba enchem-me as medidas. Já faço zumba à 6 anos, parei apenas 8 meses porque engravidei. Cada dia que passa gosto mais, talvez porque cada vez tenho mais facilidade em apanhar as coreografias ou cada vez menos me preocupo com os enganos. Aqueles 50 minutos, que às vezes parecem mais 50 horas, servem para eu exorcizar os meus demónios.

Aprendi a gostar de comprar roupas de desporto e a gostar de ir toda catita. Hoje foi um dia bom, retornei às aulas depois de parar 2 semanas por incompatibilidade de horários. Mas foi um dia bom porque não passei o tempo todo a olhar para o espelho a ver se a barriga se notava, se estava mais gorda. Pelo contrário, olhei para o espelho e vi uma mulher feliz com o corpo que tem agora, sei que ainda vai mudar com o passar dos anos mas isso não me importa.

Deixei-me levar pela música e dancei até ficar sem fôlego e vermelha que nem um tomate. Esta última parte não é nada difícil porque após 2 músicas já estou equipada ao nível da fronha para qualquer jogo do glorioso, basta só meter as riscas brancas.

Foi um dia bom porque consegui calar as vozes do meu cérebro que me ditam horários e tarefas para fazer e que me obrigam a estar sempre online que me dizem: “estas a fazer figura de parva”.

Hoje fui eu, a música e o espelho.

Hoje dancei para mim…

(Tentamos) Dar preferência aos livros

A Madalena sempre gostou de livros, ainda mal os conseguia agarrar já delirava com eles. Com o passar dos dias, meses e mesmo anos a relação dela com os livros nunca se perdeu e ela continua a adorar mexer neles e até mesmo contar as histórias à maneira dela (faz 4 anos em Dezembro).

A TV acabou por tomar o lugar central no que trata de ocupar o tempo dela cá em casa (na escola também vê desenhos animados mas isso é outra história).

A culpa disso é toda minha! Confesso que é mais simples ligar-lhe a TV e deixá-la a ver desenhos animados enquanto eu faço outra coisa qualquer. Poderia dar-lhe livros para as mãos mais vezes mas tendo em conta o instinto destruidor que ela tem, os livros teriam morte anunciada.

A altura referencial em que exploramos os livros é a hora de dormir. Tanto eu como o pai temos gosto em ler-lhe histórias. Há dias em que até fazemos diferentes vozes para os diferentes personagens. No fim acaba sempre a ser ela a ler-nos a história também antes de arrumarmos o livro.

Aqui que ninguém nos ouve, confesso que me derreto a ouvir o meu marido a contar-lhe histórias ou a brincar com ela. São esses momentos que me fazem ama-lo mais a cada dia que passa.

O livro escolhido esta semana foi “A lagartinha muito comilona” .

A história é muito simples e mostra como é a vida da lagarta desde que sai do ovo até se transformar numa linda borboleta. Claro que para isso ela tem que comer muito e cada vez que ela come algo aparece um buraco na folha do livro.

A Madalena já ouviu a história montanhas de vezes mas na segunda-feira passada disse-me com um tom de gozo e com o seu ar malandro: “A mamã comprou um livro cheio de buracos!” E desatou às gargalhadas.

Muito engraçada esta minha filha e só melhora a cada dia que passa.