Opinar o grande defeito

Desde que a minha gravidez se tornou mais evidente os comentários não param de aparece. Não os posso evitar, nem posso mandar as pessoas calarem-se, mas confesso que muitas vezes dá mesmo vontade de dizer: Não podia ter ficado calada pois não? Bem sei que muitas vezes não o fazem propositadamente, que é um costume/defeito do homem achar que tem sempre que dar a sua opinião sem pensar duas vezes nas consequências que ela pode trazer para o outro. Outro que não pediu a opinião diga-se de passagem.

 

O comentário que tenho ouvido mais vezes, depois de perguntarem se espero um menino ou uma menina, é: “agora é que ela vai perder o mimo!” Normalmente não dou qualquer resposta, mas o que fico a pensar é mas porque raio é que ela vai perder o mimo? Eu não a vou dar para adopção. Vou continuar a mimá-la como faço hoje em em dia, talvez até mais porque não quero que ela se sinta trocada pelo irmão. Respondo com um sorriso e sigo a conversa ou o caminho.

O que me deixa mesmo piursa é quando este comentário é dirigido à Madalena. As pessoas fazem questão de lhe dizer que ela vai ser trocada pelo irmão e que os mimos vão ser todos para ele. Mas que m”#$@, quem são elas para estarem a meter ideias parvas na cabeça da minha filha. Nem sequer pensam nas consequências que podem vir deste tipo de comentário. Para ela a vinda do irmão é uma coisa boa, porque raio querem as pessoas associar a vinda do irmão a uma coisa má? Ando eu o pai a dizer-lhe como vai ser bom ter um irmão, como vão poder brincar juntos, como ela vai ter um amigo que dura para a vida toda e esta malta parece que faz gosto em estragar todo este “trabalho”. Não digo para deixarem de me falarem da gravidez e da vinda do novo membro da família, mas pensem bem as consequências da aquilo que dizem porque a palavra dita já não pode ser apagada.

IMG_5793.JPG

Qualquer dia apanham-me com um ataque de hormonas de grávida e levam uma resposta mais torta.

Compras com ela

Ir às compras acompanhada com a Madalena pode muitas vezes transformar-se num pesadelo. Se tenho que ir ao super-mercado penso sempre duas vezes se a levo comigo ou não. Confesso que se tiver a possibilidade de a deixar em casa do meus pais nem penso duas vezes… Mas nem sempre há essa possibilidade e quando a levo tenho que despachar a coisa bem rápido. No inicio ela até alinha em ajudar, de dentro do carro porque se vai para o chão mexe em tudo e corre por todo o lado, mas quando a demora começa a ser muita a conversa muda de figura. Estar na fila para pagar torna-se um verdadeiro suplício, porque ou ela já está farta de estar no carro ou ela quer meter mais coisas lá dentro eu sei lá. Não pensem que lá por eu estar grávida que passo à frente de todos nas filas para os pagamentos. Não dá, nem eu consigo porque quando tens uma fila que atravessa meio corredor tens que ter muita “coragem” par dizeres aquela malta toda que tens o direito de passar à frente. Acho que era muito mais fácil este processo se ainda existissem as caixas prioritárias. Mas isso são outros 500… Mesmo com uma barriga já bem notória continuo a sofrer do síndrome da grávida transparente.

No desespero acabo sempre por lhe passar o meu telemóvel para a mão e ela fica distraída o resto do tempo, mas no fim quando é para entrar para o carro lá vem a birra. Muitas são as pessoas que não deixam os meninos mexerem em telemóveis ou tablets, eu também evito ao máximo que ela os use, mas em caso de urgência lá tem que ser.

2018-04-09 18.35.16

Da última vez que fomos as duas às compras ao Lidl, tive um rasgo de genialidade e lembrei-me de lhe dar uma caixa vazia que estava numa das prateleiras. Inicialmente ela usou-a como tambor, quando já estava farta dela e já estava a pedir o meu telemóvel lá me lembrei de lhe dar uma caneta. Esteve distraída o resto do tempo, primeiro usou a caneta para desenhar, mas no final a caneta serviu para fazer furos no cartão.

Esteve tão feliz aquele tempo com tão pouca coisa. E vocês como fazem para ocupar o tempo das crianças enquanto fazem as compras? Nem consigo imaginar quando forem dois, cada um a fugir para o seu lado!

BellyBuds conheciam?

Pois é uma parvoíce nunca vem só. Descobri que também há esta bela engenhoca que serve apenas para gastar dinheiro mal gasto, do meu ponto de vista. Este não é tão invasivo como o babyPod, mas acho completamente desnecessário.

bellybud

Se quiserem estimular o vosso bebé através da música, podem simplesmente ligar o rádio e ouvirem. O som passa através da barriga e do líquido amniótico, aliás este também serve para proteger os ouvidos sensíveis da criança enquanto ela está em formação. Depois de o bebé nascer também não vão logo espetar com uns headfones nele pois não? então para quê estar com estas merdices.

Para terem mais informações podem ir aqui e já agora este pelo menos é mais barato só custa à volta de 30€.

Baby pod… Como assim?

Ouvi falar desta coisa numa formação para grávidas que estou a frequentar, pois apesar de ser mãe de segunda viagem o conhecimento nunca fez mal a ninguém.

A enfermeira falou nele apenas para dizer que não deve ser usado porque faz mal ao bebé. Como o nome do aparelho me era completamente desconhecido, meti-me a caminho nesses que são os meandros da Internet.

Cá está ele!!

babypod

Pois bem parece que o objectivo é dar música à criança via vaginal… Eu acho que não deve ser lá muito boa ideia, mas isto sou só eu! Então está o miúdo/a descansado da vida lá no quentinho protegido de tudo e vai de espetar-lhe com barulho. Cá para mim é só parvo! Sabe-se que a música estimula os bebés e que eles até reagem à música mas isto é um bocadinho demais.

Vi no site que vende o babypod (e que custa cerca de 150€) que uma das possíveis utilizações é a mãe usar este dispositivo enquanto assiste a concertos e através da aplicação do equipamento a música é transmitida para o bebé de forma mais “real” argumentam eles. Por isso meus amigos se virem uma grávida com um fio a sair das calças ligado ao telemóvel já sabem, ela está a dar música à criança!

Há malta com muita imaginação!

Actividade física é comigo!

Já que hoje é o dia da actividade física vou-vos contar a minha de hoje…

Fui ao Jumbo buscar um garrafão de água destilada ia morrendo só de o carregar até ao carro… Entre dores e cansaço qual velha obsesa lá cheguei ao estacionamento sem nunca largar o dito no chão para não dar parte fraca!

Quando o larguei no banco do carro pensei bolas parece que corri uma maratona! 🙂

O melhor de tudo quando ligo ao marido e lhe conto a minha aventura ele diz: “devias ter levado um carrinho.” Oh pá vai-te encher de moscas!