2 Meses

O tempo corre e não pára.

Já estamos no segundo mês. Dois meses desde aquele dia em que as coisas foram diferentes do que a mãe tinha planeado/preparado. Mas a vida é assim cheia de surpresas e reviravoltas e são elas que também nos fazem crescer. Dois meses desde que vi o homem da minha vida.

Filho meu só passaram 2 meses mas parece que sempre estiveste comigo.

Tu és MEU ouviste?

Meu e da Madalena que responde (com grande sabedoria) a todos os que lhe dizem que vão levar o mano ou que perguntam se ela lhes pode dar o mano: “ele nasceu para mim não foi para ti!”

É verdade ele nasceu para ti filha, e para mim. Vocês nasceram de mim e para mim… E eu estarei aqui para vocês até ao fim dos tempos.

Ep 2 – As coisas que me incomodam: A missão impossível de trocar fraldas

Mais uma coisa que me incomoda e muito. Já tinha passado por isto com a Madalena e agora passados 4 anos volto a deparar-me com este problema.

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A falta de locais adequados para trocar a fralda às crianças quando estamos fora de casa. Existem poucos locais e os que existem são claramente inadequados. Muitas vezes existe uma plataforma na casa de banho das mulheres, já lá vamos a este ponto, que só se mantém aberta se a criança estiver lá em cima. Há sempre falta de um espaço para pousar os sacos. E tendo em conta que estamos no WC público cheio de tudo o que são germes não é boa ideia pousar os sacos no chão. Usar a plataforma está fora de questão porque muitas vezes o espaço mal dá para a criança quanto mais para os sacos. Toda esta ginástica é muito mais fácil se tivermos a ajuda de outra pessoa. Ora isto é muito bonito mas como os troca fraldas estão na WC das mulheres o pai não pode entrar para ajudar como é óbvio.

Já não chega a pessoa estar preocupada em garantir que a criança não dá com a fuça no chão ainda tem que andar a fazer equilibrismos com as fraldas e toalhetes e cremes e mais sei lá o quê. Agora imaginem isto tudo aliado a uma fralda daquelas explosivas e para as quais precisamos de usar um pacote de toalhetes… Muito bonito sim senhor… e depois para ajudar caixote o lixo está estar sempre a 500 metros de distância.

O ideal seria mais uma vez existir uma sala especifica para o efeito com tudo o que necessitamos para mudar a fralda das crianças, onde tanto a mãe como o pai podem trocar a fralda dos filhos.

Com isto tudo quem se safa de ter que ir mudar uma fralda cagada no meio do almoço quando estamos fora de casa são os maridos, com a desculpa de não posso ir para a casa de banho das mulheres, tens mesmo que ser tu!

Ora f#$%& anda uma pessoa a treinar o marido para ele trocar fraldas e quando precisa que ele o faça arranjam-lhe a desculpa perfeita!

 

Ep1 – As coisas que me incomodam: WC públicos e crianças

Sou uma contestatária, quem me conhece sabe que estou sempre a refilar. Mas no fim das contas sou como aqueles cães pequenos que ladram muito mas depois não mordo a ninguém. Começo hoje uma série de posts, digo eu agora que tive um bocadinho para me sentar, onde falo das coisas que me incomodam no decorrer do meu dia a dia de mãe e mulher e que acho eu seriam simples de ser mudadas.

A ideia de escrever sobre este assunto surgiu no passado domingo. Voltámos de férias e tivemos que parar na estação de serviço de Leiria para comer e ir ao WC. Quem é mãe ou pai sabe o suplício que é ter que ir com eles à casa de banho fora de casa. Mas não há como evitar esse acontecimento trágico.

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Vamos as duas, mãe e filha, à casa de banho e a primeira coisa que eu digo à Madalena  é: “Não toques em nada!”. O que na cabeça dela é entendido como: “podes mexer em todo o lado, à vontadinha!”. Depois há toda uma logística para conseguir que ela faça xixi no sítio que é suposto porque a sanita está sempre uma grande imundice e não a vou sentar naquele pote gigantesco de germes. Então acabo sempre por fazer um equilibrismo para a conseguir manter suspensa em cima da sanita e rezo para que o xixi não me acerte nos pés ou nas pernas e para que no meio de tanto equilibrismo ela não molhe a roupa. Se conseguir estas duas coisas já é meio caminho andado para a coisa correr “bem”. Depois chega à minha vez de fazer xixi, o que para a minha filha é o equivalente a dizer: “podes abrir a porta e mostrar às senhoras que estão lá fora a tua mãe a fazer xixi em modo equilibrista.” Todas nós sabemos as figurinhas que fazemos para conseguir fazer xixi sem tocar em nada e o belo exercício de pernas que a tarefa exige.

Este processo poderia ser um bocadinho menos penoso se as pessoas, utilizadores das casas de banho por esse país fora, fossem um bocadinho mais civilizadas. Mas isso não acontece, o que se verifica é que desde que consigam despachar o seu xixi não importa como ficou a casa de banho para o próximo utilizador/a. 

Já que estamos a falar de idas com a Madalena à casa de banho, outra coisa que me incomoda é não haverem obrigatoriamente casas de banho familiares em todos os locais públicos, ou seja casas de banho em que tanto o pai ou a mãe poderiam ir com o filho/a e onde o existissem sanitas em ponto pequeno para as crianças. Alguns centros comerciais já as têm e acho fantástico. Desde as sanitas mais pequenas até aos lavatórios mais baixos para que os miúdos não tenham que se pendurar ou que nós tenhamos que lhes pegar ao colo para eles lavarem as mãos. Digo isto porque sei que o meu marido não se sente nada confortável a levá-la ao WC dos homens e diga-se de passagem eu também não acho muita piada.

Será estas coisas só me incomodam a mim?

Ou será que já estou a delirar por causa da privação do sono?

 

Já adormeci o pai!

A Madalena gosta de companhia para adormecer, normalmente sou eu que vou para a cama dela até que ela se decida a dormir.

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Mas o pai também o faz, mas com um toque especial.

Ela começa por lhe pedir para ele lhe ler uma história e ele acede de boa vontade. Mas ele mal sabe que isso faz tudo parte da estratégia dela… Depois da história lá apagam a luz, perante muitas queixas da parte dela, e começa o processo de espera para ela adormecer. Mas aqui é que está a genialidade da história.

Qual não é o meu espanto quando ela me aparece com o maior sorriso do Mundo e diz-me:

Já está mãe, já adormeci o pai! 

Muito engraçado não é? Pois mas quem se lixa sou eu que ainda tenho que a ir adormecer enquanto o pai já dorme e já se safou das tarefas domesticas do dia.

 

1 Mês

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Como assim já passou um mês?

Estamos felizes!

E isso é o que importa no final as contas.

As horas de trabalho de parto, as dores, os pontos, as olheiras, o peito dorido, as noites mal dormidas, as mijadelas nas mãos… Tudo isso são detalhes, que guardo para mim, e que fazem parte de mais um capitulo da nossa história.

Neste mês os comentários, os palpites e as sugestões cheias de boa vontade não faltaram. Mas sabem, elas foram todas para um saquinho de onde eu só tiro as que quero e quando quero. Quem é mãe sabe bem o quanto podem magoar os comentários, feitos com muito boa vontade, mas o fato de ser um segundo filho faz com nós estejamos mais preparadas e o golpe é mais fraco.

Os dias são curtos e as noites são longas, mas agora ao fim de um mês começo a ver que as coisas estão a entrar nos eixos e até já tenho tempo para me sentar um bocadinho a escrever ou fazer um bolo com a Madalena. Bem sei que um dia não são dias, para o bem e para o mal. Se num dia consigo que os dois durmam a sesta e até consigo arranjar as sobrancelhas e as unhas, no dia seguinte são 15h e ainda não consegui pentear-me e lavar os dentes. Monotonia não existe por isso um dia de cada vez, sem muitos planos ou horários fixos para fazer as coisas.

Uma certeza tenho, é um amor avassalador que me rouba a tudo o que se passa à volta. Não há outro foco que não eles os dois.

Bolas pá o que eu não dava para ser mãe a tempo inteiro…