3 Meses

Estou cansada, estou muito cansada… Cada dia que passa é menos um dia que eu aproveitei para descansar e curtir o meu bebé.

Aproveito todo o meu tempo para fazer as coisas que sei que não vou conseguir fazer quando voltar ao trabalho.

Hoje cumpre-se mais um mês desde que o meu coração esticou e mesmo assim não conseguiu conter todo o amor que eu sinto.

Sou VERDADEIRAMENTE feliz com estes meus filhos.

Mesmo sendo um segundo filho todos os dias há uma descoberta e tudo é diferente do que foi com a Madalena. O Pedro já está na fase do sorriso. Tem-no fácil e com ele consegue iluminar os dias por mais cansados ou cheios de confusão que eles tenham sido. Bem sei que ainda faltam um tempinho até voltar ao trabalho mas já me sinto a “sofrer” só de pensar nisso.

Coisas para fazer antes que eles cresçam

Segurá-los no colo durante uma hora inteira, enquanto ele dorme em seus braços (não te esqueças que dentro de pouco tempo já o seu corpo já não vai caber todo nos teus braços).

Sentir a mão minúscula deles a agarrar o teu mindinho, e pensar que eles já têm muita força.

Cheirar cabelo deles e guardar para sempre na memória aquele aroma.

Fazer caretas só para o fazer rir e entender que a felicidade está ali naquele ser pequenino.

Deixá-lo dormir na tua cama só porque sim.

Passar uma tarde inteira a apanhar conchas na praia.

Marcar as sua altura a cada ano que passa.

Inventar a história antes de ir dormir, mesmo que isso signifique que não faça sentido nenhum.

A mãe sabe tudo e vê tudo, aproveitar este dom enquanto eles não duvidam dessa verdade universal.

Brincar às escondidas e fingir que não os estão a ver mesmo que eles tenham metade do corpo de fora do esconderijo ou apenas estejam tapados pelo cortinado.

Brincar ao faz de conta: beber chá imaginário, comer a comida do restaurante que eles acabaram de abrir ou brincar de super-herói com direito a correrias pela casa de capa e tudo.

Fazer e decorar um bolo de aniversário (mesmo que ele não fique um espanto eles dirão que é o bolo mais lindo do mundo).

Abraçá-lo com todas as tuas forças quando o fores buscar à escola. Aproveitando enquanto eles não têm vergonha em serem vistos abraçados à mãe.

Dizer-lhes amo-te todos os dias! Para que nunca, nem por um segundo, eles deixem de acreditar que tu vais estar lá sempre que eles precisarem.

O tempo voa e por isso temos que fazer um esforço para criarmos nos nossos filhos boas recordações.

Ep 4 – As coisas que me incomodam: roupa de menino vs roupa de menina

Related imageAté ser mãe de um rapaz este flagelo passava-me ao lado, porque andava super encantada com o mundo rosa e com as inúmeras opções de roupa existentes. Consegui sempre encontrar alguma coisa que gostasse para vestir à Madalena sem ter que vender um rim. Mas agora a coisa mudou de cenário.

Desde que soube que estava grávida de um rapaz, e que comecei a olhar com outros olhos para a secção de roupa de menino é que me apercebi desta parvoíce. As opções de roupa para menino são MUITO menos, e não precisamos estar a ver com atenção os artigos expostos. Basta olhar para a área ocupada nas lojas para cada um dos géneros, a zona de roupa menina é sempre maior, muitas vezes até acho que chega a ser o dobro.

Já ouvi várias vezes dizer que quem tem filhas meninas gasta mais dinheiro em roupa e eu sempre achei que isso não era bem verdade. Mas agora que me passa pela pele vejo que é verdade. A Madalena nesta fase do campeonato já possuía uma extensa colecção de sapatos e vestidos além daquelas roupas básicas que todos os bebés têm!

Já o Pedro é contemplado apenas com o essencial. E porquê?

Não que eu não tenha procurado por coisas para comprar para ele, mas porque nunca encontrei aquilo que queria (e atente-se que não estou disposta a dar uma pequena fortuna por 50 cm de pano). A desculpa que dou a mim mesma é: “não posso estar a comprar muita coisa porque os bebés crescem muito rápido e ele só vai usar isto 2 ou 3 vezes”.

Fico um bocadinho triste e por vezes frustrada por não encontrar/achar roupas de menino que goste, talvez seja porque ainda estou com o chip de mãe de menina ligado e só fico derretida por vestidos e coisas rosa e brilhantes.

Por haver menos escolha para as roupas de rapaz estamos a dar força ao dizer que mãe de menina vai à falência. Mas podem ficar descansados já fui às compras de roupa para o Pedro e já me desgracei. O miúdo está a crescer a olhos vistos e rapidamente terei que ir novamente às compras.

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Já agora dica para os interessados a Primark está com umas camisolas de manga comprida muito giras e super baratas que tanto dão para menino como para menina. Bem visto as mais bonitas/fixes estão na secção de menino. 😉

Ep 3 – As coisas que me incomodam: barreiras arquitectónicas

Voltar a ter um bebé é muito bom e trás-me uma grande quantidade de boas memórias, mas também me relembra como ficava chateada com a dificuldade em andar a conduzir um carinho de bebé.

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Só nos damos conta da dificuldade que é andar a empurrar um carrinho sem ter que dizer meia dúzia de palavrões (nem que seja só mentalmente) quando o temos que fazer. Desengane-se quem pensar que é fácil porque aquilo tem umas rodas todas catitas… Não é só ao andar pelas ruas de paralelos cheia de buracos que é difícil andar a conduzir e que estamos numa versão contemporânea dos jogos sem fronteiras. Reparem que não sou só eu que me queixo já a Pipoca falou neste flagelo um dia destes. Nada disso em todo o lado temos obstáculos: nos centros comerciais o espaço entre lugares de estacionamento é minúsculo e temos que fazer quilómetros para conseguir chegar à entrada; os elevadores existentes nos mesmos são poucos e muitas vezes estão cheios com pessoas que podiam perfeitamente ir pelas escadas rolantes (eu sei que estou a julgar sem saber, mas é o pensamento que me ocorre quando vem o elevador pela terceira vez cheio de pessoas ditas “normais”); os restaurantes têm pouco espaço entre mesas e o carrinho tem que ficar num sítio onde se arrisca a levar com a travessa da carne em cima; os passeios não estão rebaixados e temos que andar a fazer cavalinhos com o carrinho e rezar para que aquilo não se vire… Já não vamos falar das pessoas que estacionam em cima dos passeios e que nos obrigam a ir para a estrada com o carrinho (e no meu caso com outra criança pela mão) correndo o risco de sermos atropelados… um sem número de coisas que cada vez que se esbarram no meu caminho me dão vontade de praguejar… Não o faço em voz alta, mas vou sempre a resmungar…

Mas vamos lá ver as coisa pelo lado positivo com todas estes obstáculos sempre faço um bocado de exercício enquanto passeio o meu filho. Ou seja isto é uma estratégia para as mães voltarem à sua forma pré-gravidez. Só que não!

2 Meses

O tempo corre e não pára.

Já estamos no segundo mês. Dois meses desde aquele dia em que as coisas foram diferentes do que a mãe tinha planeado/preparado. Mas a vida é assim cheia de surpresas e reviravoltas e são elas que também nos fazem crescer. Dois meses desde que vi o homem da minha vida.

Filho meu só passaram 2 meses mas parece que sempre estiveste comigo.

Tu és MEU ouviste?

Meu e da Madalena que responde (com grande sabedoria) a todos os que lhe dizem que vão levar o mano ou que perguntam se ela lhes pode dar o mano: “ele nasceu para mim não foi para ti!”

É verdade ele nasceu para ti filha, e para mim. Vocês nasceram de mim e para mim… E eu estarei aqui para vocês até ao fim dos tempos.