Primeiro a Carolina agora é esta…

Não era já suficiente a pressão que as recém mães sofrem, directa ou indirectamente, para voltar à forma ou pelo menos terem um aspecto mais apresentável. Vêm estas duas mães, de três crianças, mostrar-nos comuns mortais, que é possível (recorrendo aos meios que cada uma achar melhor) acabar de partir e estar fabulosa.

 

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Graças a estas duas fui rever as fotos que tirei no dia do nascimento da minha filha e vi aquilo que tinha na minha memória ela já era linda e eu estava um belo trambolho. Acho que neste momento, e em todos os outros, da nossa vida cada uma é livre de fazer o que bem lhe der na real gana. Seja estar toda impecável seja simplesmente abandonar a vaidade e deixar os cabelos degrenhados e a franja nos olhos como era o meu caso. Enquanto olhava as fotos lindas que tirei naqueles dias dando atenção aos pequenos detalhes dei graças por não haver quase fotos minhas, porque mesmo nos dias seguintes eu estava miserável. Sentia-me feliz, mas não tinha vontade nenhuma em me arranjar. Não sei se desta vez vai ser assim ou não, mas acho que pelo sim pelo não vou levar uma foto destas duas para me lembrar que sim é possível parir e ficar com muito bom aspecto.

Ser mãe não se pode sobrepor o ser mulher.

Se não estivermos bem, por dentro e por fora, não vamos ter forças para cuidar dos nossos filhos.

Andei a brincar às bonecas

Sempre adorei trabalhos manuais. Não sou muito prendada, mas acredito que se tivesse mais tempo, ou se dedicasse mais tempo a estas coisas até não me saía mal.

Ontem tive que refazer uma almofada que estava rota e com o mexer em retalhos e linhas lembrei-me de como era feliz quando a minha mãe me fazia roupa para as bonecas. Sentia-me muito orgulhosa e vaidosa porque mais ninguém tinha roupas iguais às minhas. Mal eu compreendia, na altura, que a minha mãe me as fazia porque não havia dinheiro para gastar em roupa de bonecas e apenas queria ver a sua filha feliz.

Hoje sou uma pessoa melhor devido a estas pequenas coisas. Os meus pais passaram-me bons valores que eu quero passar aos meus filhos. Não quero que eles tomem tudo como garantido e cheio de facilitismos. Nada disso vão ter que lutar pelas coisas que querem e perceberem o valor e o custo das coisas. Mas isso são outras conversas, agora estava a falar de bonecas e retalhos.

Lá tentei fazer umas roupas para a boneca Ariel que a Madalena escolheu propositadamente para o efeito. A boneca tem um formato de corpo diferente, tem uma cintura fina muito subida, ancas largas e peito pequeno. Felizmente as bonecas agora já têm tipos de corpo diferentes da típica barbie.

Não são as roupas mais perfeitas do Mundo mas, são certamente as que estão mais carregadas de amor e dedicação. Na verdade deu-me muito gozo estar de volta dos panos e das linhas a brincar às bonecas. Quem sabe daqui a uns anos a minha filha faça o mesmo para a sua filha e se lembre deste dia.

Confesso-vos que estou cheia de vontade de voltar a pegar na máquina de costura e voltar a fazer mais coisas.

Quando for velha, se não estiver cegueta, terei sempre ocupação.

A Família cresceu

Não é novidade para ninguém que a nossa família cresceu, mas a Madalena deu-nos a prova que para ela já somos MESMO uma família maior e que a vinda do irmão é algo que a deixa feliz. Na escola tiveram que desenhar a família e ela foi super despachada e prática fez-nos a nós os 3 e incluiu o irmão.

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O que me deixou muito feliz e surpreendida foi o fato dela me vir contar que nos tinha desenhado e que o irmão também estava, mas que estava fora da barriga. As crianças são simples e isso dá-lhes uma mais valia que nós os adultos perdemos. Nós temos a tendência, pelo menos eu tenho, em complicar e em pensar em mil e uma hipóteses e circunstancias. Se eu já pensei como ia ser a nossa vida depois da vinda do nosso menino, já! Se já nos tinha visto assim, nunca! Eu imagino-o um bebé e nunca um menino grande com o cabelo preto como o pai. Adoro o fato dela me ter desenhado com um vestido colorido, e com o cabelo curto (palavras dela). Já o pai está com umas calças de ganga e uma camisola laranja e parece-me com os braços abertos para nos abraçar a todos.

Assim será filha minha, todos juntos felizes e enroscados nos braços uns dos outros.

 

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Para subir ao Everest da Amamentação tenho que me preparar com o equipamento necessário. Não há garantias que consiga chegar ao topo, mas uma certeza tenho, é que não vou desistir sem dar luta.

Compras com ela

Ir às compras acompanhada com a Madalena pode muitas vezes transformar-se num pesadelo. Se tenho que ir ao super-mercado penso sempre duas vezes se a levo comigo ou não. Confesso que se tiver a possibilidade de a deixar em casa do meus pais nem penso duas vezes… Mas nem sempre há essa possibilidade e quando a levo tenho que despachar a coisa bem rápido. No inicio ela até alinha em ajudar, de dentro do carro porque se vai para o chão mexe em tudo e corre por todo o lado, mas quando a demora começa a ser muita a conversa muda de figura. Estar na fila para pagar torna-se um verdadeiro suplício, porque ou ela já está farta de estar no carro ou ela quer meter mais coisas lá dentro eu sei lá. Não pensem que lá por eu estar grávida que passo à frente de todos nas filas para os pagamentos. Não dá, nem eu consigo porque quando tens uma fila que atravessa meio corredor tens que ter muita “coragem” par dizeres aquela malta toda que tens o direito de passar à frente. Acho que era muito mais fácil este processo se ainda existissem as caixas prioritárias. Mas isso são outros 500… Mesmo com uma barriga já bem notória continuo a sofrer do síndrome da grávida transparente.

No desespero acabo sempre por lhe passar o meu telemóvel para a mão e ela fica distraída o resto do tempo, mas no fim quando é para entrar para o carro lá vem a birra. Muitas são as pessoas que não deixam os meninos mexerem em telemóveis ou tablets, eu também evito ao máximo que ela os use, mas em caso de urgência lá tem que ser.

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Da última vez que fomos as duas às compras ao Lidl, tive um rasgo de genialidade e lembrei-me de lhe dar uma caixa vazia que estava numa das prateleiras. Inicialmente ela usou-a como tambor, quando já estava farta dela e já estava a pedir o meu telemóvel lá me lembrei de lhe dar uma caneta. Esteve distraída o resto do tempo, primeiro usou a caneta para desenhar, mas no final a caneta serviu para fazer furos no cartão.

Esteve tão feliz aquele tempo com tão pouca coisa. E vocês como fazem para ocupar o tempo das crianças enquanto fazem as compras? Nem consigo imaginar quando forem dois, cada um a fugir para o seu lado!