O Eu de 2018… é igual ao do 2017

Não vou fazer previsões como fazem os tarologos, mas acredito VERDADEIRAMENTE que 2018 vai ser um ano bom. Não vou ficar de braços cruzados à espera que algo me caia do céu! Lutarei pelas coisas que quero e que certamente hoje não são as mesmas que amanha ou daqui a 1 mês, mas farei por acontecer.

Faz algum tempo que deixei de me julgar, não me culpo pelas coisas que fiz ou pelas que não fiz. Procuro a cada dia ser melhor, melhor mãe, melhor esposa, melhor mulher! Para ser uma mãe por inteiro (com tudo o que implica ser mãe de uma menina) tenho que estar bem como mulher! O mesmo se aplica ao papel de esposa. Sou uma Mulher com os seus 35 anos bem feitos e bem resolvidos! Não me acho velha, nem me preocupo com a chegada dos tão temidos (ou não) 40. Por não me achar velha nem ver as marcas do tempo no meu rosto (que de certeza tenho) sou uma descuidada com a colocação de cremes e coisas afins. Mas querem saber uma coisa, a minha avó materna faleceu com 94 anos e dizia sempre que nem estava muito enrugada para a idade que tinha. E lembro-me bem que ela não era mulher de meter cremes ou maquilhagens. Creio que se pintou as unhas uma meia dúzia de vezes será muito. Talvez seja um bocadinho como ela. Sou vaidosa é verdade, mas sou mais preguiçosa. As rugas e as marcas no corpo e no rosto são equivalentes a histórias vividas e não quero apagar nenhuma da minha vida. São histórias que eu quero fazer, várias pequenas que compõem uma maior e muito bonita.

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Quero neste ano que agora começou se repitam muitos momentos como o do primeiro dia do ano. Fomos em família ver um filme, coisa que só tínhamos feito uma vez. Venham os filmes de animação que nós vamos estar mais atentos. Ouviste Mário? TEMOS QUE IR MAIS VEZES AO CINEMA EM 2018!

Fica aqui prometido que neste ano farei por acontecerem mais momentos destes. Pelo menos 1 vez por mês temos que fazer um programa em família. Não vale desculpas nem justificações baratas.

Há tantos sítios que quero mostrar à minha filha. Locais onde fui com os meus pais e de onde tenho recordações bonitas. Este ano sem falta tenho que levar a Madalena ao Zoo de Lisboa. Tenho andado a adiar porque queria fazer uma ida em família, modo avós maternos e paternos e a malta não se consegue organizar. Deste ano não passa! Seja com muitos ou poucos o Zoo de Lisboa que nos aguarde. E tenho que finalmente ir ao Porto comer uma francesinha (vá esta parte não é imprescindível) e aproveito e fazemos a primeira viagem de comboio da Madalena. Nem por acaso vi hoje que a CP está com uns preços especiais para viagens Lisboa-Porto. Tenho também que voltar aos momentos culinários com a Madalena, ela adora ajudar e eu fico deliciada a vê-la crescer. Acreditam que ela já sabe partir um ovo sozinha sem i esborrachar ou espalhar por todos os lados. Parte-o para dentro de uma taça está pronto a usar.

Eu não digo que 2018 vai ser um ano bom? Não sou vidente mas disso tenho a certeza!

Aldeia Colorida

Este ano viemos passar o Natal com os meus pais na aldeia colorida (como a a Madalena lhe chama). Na verdade ela tem razão, esta aldeia é colorida a cada época do ano tem uma coloração diferente. Pois nem os dias chuvosos, de nevoeiro e cheios de frio lhe tiram a cor. As pessoas são muito calorosas, todos se conhecem e tratam-se como se da mesma família fossem. No verão esta aldeia colorida enche-se de pessoas que de alguma forma têm cá raízes, mas é no inverno que ela mantém o seu encanto especial. São poucas as pessoas “de fora” que vêm cá e a aldeia é só dos seus habitantes e dos seus afazeres habituais.

No Natal há a tradição de se acender no Largo da igreja um cepo (na verdade são várias raízes de árvores e lenha velha, o que se arranjar para fazer uma fogueira gigante) e este ano não foi excepção. As pessoas depois de jantar vão um bocadinho até ao cepo, conversar e passar tempo até à hora de abrir as prendas. Assim o fizemos este ano, não havia quase ninguém em volta do cepo… ficamos um bocadinho a conversar e voltamos para casa.

Este é o retrato de uma aldeia em extinção, lembro-me de em miúda haver tantas pessoas em volta do cepo que quase não havia lugar para nos aquecemos. Na minha adolescência lembro-me de querer ficar mais tempo em volta do cepo e ter que vir para casa (porque já só estavam homens e as meninas não podiam ficar). Nesta noite, ou na noite de ano novo onde se torna acender o cepo, os rapazes/homens acabavam sempre por arranjar algo que assar nas brasas. Se não aparecia uma oferta havia algum deles que acabava por ir “roubar” alguma galinha ou coelho a casa da mãe ou da avó. No dia seguinte havia sempre uma história nova.

Hoje em dia, as pessoas já não são assim já não há aquele espírito de comunidade onde todos se juntam até para celebrar o Natal. Aqui neste cantinho no norte do país ainda somos uma família, como tal cabe -nos a nós que temos raízes cá manter esta magia que é a da aldeia colorida.

Viva a vida do campo

Eu seria feliz se vivesse no campo.

A vida corre com outra velocidade, não andamos a toque de relógios e horários loucos. Não se ouvem os carros e não passam aviões. Os pássaros cantam durante o dia e as estrelas mostram o seu brilho durante noite sem serem ofuscadas pelos candeeiros. As pessoas são cordiais e todos se conhecem e partilham momentos como se fossem familiares.

Ou então só digo isto porque depois de uns dias (umas vezes poucos outras muitos) volto para a cidade e para o corre corre do dia a dia.

Peixinhos da horta

Ingredientes

2 ovos, Farinha, Água, Sal e pimenta, Feijão verde cozido,Cenoura cozida

Preparação

Numa taça misturar os ovos, a farinha e a água até obter uma massa fina (tipo panqueca). Tempere com sal e pimenta a gosto. Cortar os feijões e as cenouras para dentro da massa. Deitar colheradas fa mistura em óleo bem quente, deixar fritar até ficarem dourados.

Comer e partilhar com os que mais ama!

Se ela está feliz eu também estou

Hoje foi o tão esperado musical do Panda e os Caricas, valeu cada centimo que paguei pelos bilhetes. O espetáculo está bem organizado e contam sempre uma história onde conseguem inserir as músicas que os mais pequenos gostam. Os pais também gostam (pelo menos os dois cá de casa e os dois que foram connosco) e cantam todas as músicas do princípio ao fim. Eu fico tão feliz ao vê-la a cantar e a dançar aos pulos no pequeno espaço que lhe é reservado.

Ficamos na bancada e acho que muito bem colocados, porque a plateia mesmo estando mais próximo do palco os miúdos não veem nada e por isso passam o tempo todo em pé nas cadeiras. O espetáculo foi no campo pequeno que acho que tem este nome devido ao tamanho reduzido para colocar as pernas quando estamos sentados. Eu que tenho 1.80m fico com os joelhos a bater na cabeça da pessoa da fila inferior. Oh senhores Caricas quando é que passam a fazer o espetáculo no altisse arena (o antigo Meo arena) para termos mais espaço. De certeza que iam encher aquilo, se o Carreira consegue, para o Panda será canja!

Foi um dia cheio de emoções que começou em sobressalto porque aquí a mãe já ia atravessar a ponte quando se lembrou que não tinha os bilhetes com ela. Valeu-nos o fato de irmos com muito tempo de antecedência. Andamos com o carro dentro de um elevador e ainda andamos de metro. O dia foi tão cheio que os mais pequenos foram vencidos pelo sono e o tempo de passeio na wonderland foi transformado num bom bocado de conversa sentados a apanhar solinho com os meninos a dormir no colo doce da mãe!

Ps: ainda tenho que vos contar como foi a festa de Natal da escola da Madalena.