Ai as fotografias

2018-01-25 18.23.39

Adoro fotos, álbuns, quadros e molduras com fotos. Adoro também tirar fotografias, não sou muito prendada, mas desde que a modelo principal é a Madalena é difícil errar. Isto e muito bom e muito bonito, mas também e muito mau porque acabo com CENTENAS de fotos no meu computador e no meu telemóvel, que ocupam montes de espaço. Não consigo apagar muitas fotos do meu telemóvel de seguida pois parece que estou a apagar pedaços de história. Eu sei é só parvo! Uma forma que eu tenho de contornar isto é imprimir as fotos e colocá-las em álbuns.

Isto era tudo muito bonito e muito fácil quando se tratavam apenas de fotos minhas e do Mário, mas a música é outra desde que a Madalena nasceu. Tenho para o primeiro ano dela 2 ou 3 álbuns de 300 fotos, com muitas fotos que são apenas pequenas variações umas das outras mas não consegui escolher menos. À medida que ela foi crescendo e a era das fotos do telemóvel veio substituir o uso da máquina também diminuiu o numero de fotos impressas e guardadas em álbuns. Na verdade ainda tenho MUITAS para imprimir e outras tantas para arrumar, mas o desejo de congelar momentos para a eternidade em fotografia não diminui.

Bolo de chocolate

Ingredientes

  • 1 tablete de chocolate
  • 2 colheres de sopa de óleo de côco
  • Raspa e sumo de 1 laranja
  • 100mL de leite
  • 1, 5 caneca de farinha
  • 1 caneca de açúcar amarelo
  • 10 ovos

Preparação

Derreter o chocolate com óleo de cocô e o leite. Separar as claras das gemas. Bater as claras em castelo e reservar. Juntar as gemas, o açúcar, a raspa e o sumo de laranja. Bater tudo até ficar homogéneo. Juntar o chocolate ao preparado anterior. Quando estiver uniforme juntar alternadamente colheres de farinha e claras mexendo levemente a mistura. Deixar numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré-aquecido aproximadamente por 25 – 30 minutos. Confirmar se está cozido usando um palito.

Comer e partilhar com os que mais ama!

Antes de ser mãe

Muitas vezes dou comigo a pensar o que fazia eu com o tempo livre antes da Madalena nascer? Pois não sei… na verdade nem me lembro bem de como era a minha vida, pós-casamento e pré-Madalena… já abordei este assunto com o meu marido e ele também não me sabe responder.

Se pensar bem consigo lembrar-me de coisas que fazíamos a dois e agora já não é tão comum o fazermos. Idas ao cinema decididas quase no próprio dia, apenas porque sim. Ir comer fora a sítios novos, agora vamos mais vezes comer fora de casa mais por não haver nada para comer do que por prazer. Acordar tarde e fazer do pequeno almoço almoço e estar de pijama a borregar no sofá o resto do dia. Conhecer lugares novos e tirar montanhas de fotos tolas e divertir-mo-nos com isso.

A minha (nossa) vida mudou muito… mas não me vejo a voltar aos hábitos antigos. Nem me lamento por não dormir até ao meio dia como antes (na verdade já aconteceu 1 vez ficarmos todos a dormir quase até ao meio dia… nenhum de nós sabia como reagir quando isso aconteceu). Viagens e lugares novos vão cruzar o meu (nosso) caminho tenho a certeza.

O que faco com o meu tempo livre? Sou uma mulher feliz (com tudo o que veio anexado ao papel de mãe).

Ser mãe é ter medo

Cada vez faz mais sentido para mim esta afirmação: ser mãe é ter medo. Desde que descobri que estava grávida da Madalena passei a ver o mundo com outros olhos e a palavra e o sentimento – medo – passaram a fazer parte do meu vocabulário. Os primeiros 3 meses há o medo de as coisas não estarem bem com o bebé, o medo de abordar, o medo de comer e fazer certas coisas… coisas simples como subir a uma cadeira e tirar algo pesado de cima de um armário. No segundo trimestre os medos começam (pelo menos para mim) a diminuir, mas se pensar bem ele anda sempre presente. Entramos no terceiro trimestre e aí chega o medo que a criança nasça cedo demais, antes de estar completamente formada, e há para muitas mulheres o medo do parto.

Eu acho que nunca tive medo do parto, não sei porquê mas foi a algo que sempre encarei com tranquilidade. Apesar de todas as mulheres com quem falava sobre o parto, ou melhor que faziam questão sem eu pedir, partilharem a sua experiência trágica do parto. Parece que há a necessidade de mostrar que foi muito difícil e que elas foram umas desgraçadas e sofreram muito e que nós também temos que sofrer. Mulheres por favor se a vossa experiência foi má não assustem as grávidas de primeira maré, antes de começarem a falar do horror da tragédia perguntem se elas querem saber! E se não têm algo se bom ou agradável para dizer por favor ESTEJAM CALADAS!

Mas voltando ao medo, depois da criança nascer o primeiro medo (pelo menos o meu foi) será que eu tenho leite para ela? Esse foi também um dos medos que me acompanhou durante a gravidez… e infelizmente acabou por se confirmar, não consegui alimentar em exclusivo a minha filha com leite materno. Na verdade tambem não tive acompanhamento nesta área, nunca ninguém nas minhas idas ao médico me perguntou se eu precisava de ajuda nesta questão que é o amamentar. Foi uma experiência dolorosa, física e psicologicamente, e como tal a melhor opção na altura era o leite adptado. Não posso mudar a história, não acredito que tenha feito mal. Só penso que podia ter sido melhor para nós as duas.

Ela já tem 4 anos e o medo vive ao meu lado, ou está dentro de mim não sei, continua bem presente. Comentei com um amigo um dia destes que desde que fui mãe estou mais medrosa, tenho mais vertigens, já não me arrisco a subir a árvores com medo de cair, andar de carroceis e eu sei lá mais o quê… é involuntário mas talvez seja o meu chip de mãe a garantir que eu estou cá por mais tempo e em boas condições para cuidar da minha filha.

Nem me atrevo a falar do meu medo de não estar a fazer um bom trabalho como mãe porque esse nunca se vai dissipar mas ainda bem porque é ele que vai garantir que eu me esforce cada vez mais para estar à altura da filha que me calhou na rifa!

É quase como ter um cão!

Comprei para a Madalena no final de Dezembro uma cadeira nova para a transportar no carro. Como esta tem Isofix (sistema que permite prender a cadeira ao banco do automóvel) tive colocar a cadeira do lado esquerdo junto ao vidro. Até agora ela andava no banco do meio super-satisfeita porque via os carros todos, mas com esta cadeira não dá porque fica ali a dançar e não é seguro. Ela não se aborreceu nada por mudar de lugar, até vai bastante satisfeita a ver o que se passa lá fora pela janela. Até aqui tudo bem!

Já tinha reparado que os vidros traseiros estavam um BOCADO sujos, mas nem liguei muito . Como viajamos no Natal com o cão no banco de trás pensei que tivesse sido ele. Pois se do lado direito só pode ter sido ele, do lado esquerdo não é bem a mesma história. Qual não é o meu espanto quando hoje dou com a menina Madalena a lamber os dedos e fazer desenhos no vidro com a baba!!! A SÉRIO?!?!? Mas onde é que ela vai buscar estas ideias? Eu lembro-me de quando era pequena e andava no carro do meu pai costumava fazer desenhos nos vidros quando eles estavam embaciados por causa da diferença de temperatura, mas nunca me passou pela cabeça fazer desenhos com baba.

pexels-photo-531880.jpeg

 

Agora que estou a escrever isto recordo-me que esta não foi uma estreia da Madalena, pois quando foi para a creche pela primeira vez uma das primeiras queixas que tive dela foi que ela fazia desenhos com baba  nos vidros da sala. Na verdade acho que também fazia o mesmo nos vidros da porta sala na casa da minha mãe.