As fraldas…

Por agora conseguimos resolver as noites em que a M. ficava com as fraldas a transbordar de chichi. Acordava sempre toda molhada e cheia de frio. Era sair da cama directa para a banheira.
Falaram-me destas fraldas Dodot 5+ e eu experimentei e não é que têm resolvido o problema. Ser mãe de 3 filhos tem as suas vantagens. Obrigado amiga pela dica.

Quinoa – A minha experiência

Ontem quando saí do trabalho fui comprar umas coisas que estavam em falta e não perdi a oportunidade de comprar Quinoa.

Depois do jantar enquanto o marido acabava de arrumar a cozinha e eu preparava a minha salada para o almoço de hoje aproveitei para cozinhar a quinoa. Meti uma chávena de quinoa para 2 de água. Adicionei um bocadinho de sal. 

Deixei cozinhar até os grãos ficarem transparentes e aumentaram um bom bocado de volume. Ainda ficou um bocadinho de água no fundo da panela que penso que se tivesse deixado mais um bocadinho ao lume teria secado. O cheiro da quinoa a cozer assemelha-se ao do feijão, mas não tão intenso. Coei a quinoa para ficar bem seca e ficar pronta a adicionar à minha salada. 
O sabor é bastante bom. Quando quente faz lembrar massa cozida. Hoje já vou comer a minha salada com quinoa! yupi.
A minha salada normalmente tem: alface, rúcula, rabanete, pepino e queijo ou delicias do mar. Hoje ganhou mais um ingrediente.

O Carro do Pai

Ontem fui ao IKEA trocar um móvel que o marido trouxe enganado e que só custou mais 35 do que eu queria. Mas isso é outra história. Fui de pendura, coisa que agora é raro porque é no meu carro que está a cadeira da M. e é mais simples ser eu a conduzir do que andar a trocar a cadeira. E verdade seja dita eu gosto muito de conduzir. Tive oportunidade de ir a olhar para os outros carros com outros olhos, não é que não olhe para eles quando sou eu a conduzir. Então ao passar por um carro com um para-sol no vidro lateral traseiro com uma Minnie pensei que fofo que isto ia ficar no meu carro (pois os que tenho são pretos e aborrecidos). Até aqui tudo bem! Quando acabamos de ultrapassar o carro vejo que o condutor é um homem, super másculo e bem parecido. Claro que me desmanchei a rir.

Lá dei por mim com os pensamentos a vaguear… Então um homem super-másculo com uma Minnie no carro só pode ser pai e as figuras o que os pais fazem pelas filhas. O seu símbolo de masculinidade marcado com a delicadeza da sua filha. Só os fazem mais atraentes aos nossos olhos, pelo menos aos meus fazem. Não há nada mais delicioso que ver o meu marido a brincar ao caiu com a M., a dançar como o panda ou a fazer qualquer outra figura ridícula só para a entreter. É nestes momentos que eu tenho a certeza que não podia ter escolhido melhor pai para a minha filha. É nestes momentos em que dou por mim a pensar como eu vos amo. Mas este sentimento de amor pelo homem pai também é despertado em mim quando vejo outros homens pais a tomar conta dos filhos e a brincarem com e como eles.

Bolas estou mesmo lamechas…. raios parta o para-sol da Minnie que me levou a pensar estas coisas.

Mais uma candidatura

Pois é parece impossível mas a minha vida anda sempre assombrada por candidaturas. Não seja eu bolseira de investigação científica e passo a vida de bolsa em bolsa porque parece que em Portugal ninguém se interessa por contratar um cientista. Mas esse não é o motivo do post. 

Hoje fui entregar os papeis finais para a candidatura da M. à creche. Candidaturas a um lugar na creche do centro social e paroquial… parece piada uma criança que ainda nem 2 anos tem ter que se candidatar a um lugar para aprender. Eu bem sei que há muitos outros locais onde poderia colocar a M., mas o meu “ordenado” (bolsa) não dá para esses lugares que acho estupidamente caros. 

Além do mais eu gostaria que a M. frequentasse esta creche porque cristã como sou quero que a minha filha, se possível, esteja em contacto com essa vivência também fora de casa. E visto a escola ser o local onde eles passam muitas horas do dia não consigo vislumbrar na minha área de residência e dentro das minhas possibilidades outro local que não este. O local é muito bonito e parece-me que o ambiente vivido é bastante familiar mesmo com tantas crianças como eles têm. Agora tenho que esperar até Junho para saber se ela tem vaga ou não, mas já me avisaram que têm sempre muitas inscrições e que será difícil. Resta-me esperar e rezar para que ela seja seleccionada na sua primeira candidatura a um “local de trabalho”.

A separação da M.

A semana passada tive que ir passar, por motivos de trabalho, dois dias a Aveiro e isso significaria que tinha que deixar a M. com os meus pais. Parece uma coisa bastante normal visto que ela fica com eles todos os dias com eles quando eu venho trabalhar e sempre sem qualquer tipo de birra ou stress. Tanto pela parte dela como pela minha sempre foi “fácil” separar-mo-nos por algumas horas. 

Nestes 16 meses de M. nunca passei uma noite sem sem ela, nunca fui dormir sem antes lhe dar um beijinho de boa noite. Para ela nesta fase tanto lhe faz a mim é como se esse beijo fosse o suficiente para a proteger de todos os males. Já sabia à algumas semanas que ia ter que a deixar uma noite e estava estranhamente calma com toda esta situação. Quando se chegou à hora de sair de casa e despedir-me dela por mais que umas horas fiquei destruída por dentro e a lágrima lá veio (nota: só de estar a escrever isto já estou novamente a chorar… raio da mulher!!!). Ela estava a dormir e não deu pela minha saída, quando chego ao pé do meu marido ele diz-me com a cara mais tola deste mundo: porque estás a chorar?!?! Os pais nunca vão conseguir o que é este sentimento. 
É como se me levassem um bocado do meu coração. Os dias passaram rápido, ela portou-se bem e eu também (tirando o facto de estar sempre a falar da minha M.).

Agora já estou a sofrer novamente porque vou passar 4 dias fora do país e já sei o que me doí deixá-la. É nestas alturas que eu penso que nós, mães, devíamos ser como os cangurus que têm aquela bolsa na barriga e metia-la lá dentro e levava-a comigo para todo o lado.